Papa recorda religiosa assassinada em Moçambique

Após a oração mariana, o Santo Padre recordou que a religiosa comboniana “serviu com amor durante quase sessenta anos” o povo do país africano. Do Pontífice também uma saudação especial ao querido povo da Etiópia, “que hoje celebra o seu tradicional Ano Novo”.

Quase 60 anos de missão em Moçambique tiveram seu fim com uma morte trágica. A religiosa comboniana italiana, Irmã Maria De Coppi, missionária em Moçambique desde 1963, foi assassinada por um grupo terrorista na Missão Católica de Chipene, em 6 de setembro.

Após rezar o Angelus, o Santo Padre pediu que “seu testemunho dê força e coragem aos cristãos e a todo o povo moçambicano”. Ainda no sábado, na Sala Paulo VI, ao encontrar os catequistas reunidos em seu Congresso internacional, Francisco havia recordado os tantos catequistas e missionários mártires, “ainda hoje”, “tantos”!:

Neste momento de oração, gostaria de recordar a Irmã Maria De Coppi, Missionária Comboniana, morta em Chipene, Moçambique, onde serviu com amor durante quase sessenta anos. Que o seu testemunho dê força e coragem aos cristãos e a todo o povo moçambicano.

“A mulher da mansidão”. Assim foi recordada a religiosa comboniana durante seu funeral em Moçambique, em 9 de setembro. Diante do caixão, o arcebispo de Napula, Dom Inácio Saure, recordou as palavras do profeta Ezequiel: “Que o pecador se converta e viva”. O Estado Islâmico reivindicou o ataque. O bispo: se confirmado, seria mártir.

A comunidade comboniana de Chipene, no norte do país, foi atacada na noite de 6 para 7 de Setembro por um grupo armado. Irmã Maria De Coppi, 84 anos de origem veneziana, foi morta com um tiro. Duas outras religiosas da comunidade e dois padres fidei donum conseguiram escapar.

A saudação do Papa ao povo da Etiópia
Francisco enviou “uma saudação especial ao querido povo da Etiópia, que neste domingo celebra o seu tradicional Ano Novo”: “Asseguro-vos as minhas orações e desejo a todas as famílias e a toda a nação o dom da paz e da reconciliação”.

Entre a seca e os conflitos
Na Etiópia ainda são travados combates no norte do país, onde desde novembro de 2020 há um conflito sangrento entre a Frente de Libertação Popular Tigray (TPFL) e as forças do governo. Um conflito – como também aponta o Osservatore Romano – que agrava ainda mais a crise humanitária no país, já abalada por uma seca crônica, pela escassez de colheitas. Em particular, estima-se que pelo menos 7 milhões de crianças na Etiópia precisam de ajuda. O conflito na região de Tigray, com o cessar-fogo de março cada vez mais frágil, é uma das tragédias que dilacera o país: nos últimos dias um asilo em Makallè foi bombardeado, causando inúmeras vítimas.

Fonte: Vatican News

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