A presença dos leigos na vida eclesial e na sociedade

Por Dom Darley José Kummer*

Neste final de semana, queremos homenagear a presença dos leigos na sociedade e na vida da Igreja. Eles são sinal de pertença cristã e são chamados a serem “sal da terra” e “luz no mundo”, vivendo o espírito de santidade e herdeiros da fé em Cristo.

Como disse o Papa Francisco, “os leigos estão na linha de frente da vida da Igreja. Necessitamos de seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade. Agradeçamos pelos leigos que arriscam, que não têm medo, e que dão motivos de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados. Peçamos juntos (…) que os fiéis leigos realizem a sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade à serviço dos desafios do mundo atual.”

Os leigos tornam-se cada vez mais importantes e influentes no seio da vida eclesial e da sociedade em si porque, desde o Concílio Vaticano II (1965-1967), gozam de igualdade em relação ao clero, em termos de dignidade e com funções específicas na dinâmica do cotidiano, na ação evangelizadora e missionária da vida de nossas comunidades, paróquias e dioceses.

Desde então, os leigos tornam-se, por exemplo, acólitos, leitores, catequistas, animadores na liturgia e canto litúrgico, na administração, nos conselhos de pastoral paroquial e assuntos econômicos, na formação, nos serviços e ações sociais e transformadoras, nos conselhos municipais, projetos sociais, diaconias, como ministros da Palavra e da Sagrada Eucaristia, das Exéquias. Muitos têm colaborado ainda com gratidão na manutenção das estruturas eclesiais e sociais, na conservação e limpeza, no dízimo, como agentes de saúde em nossos ambientes, animadores de grupos de famílias, empenhando-se na visitação e acompanhamento junto à pessoa idosa, aos jovens, às crianças, aos encarcerados, aos moradores de rua, fazendas terapêuticas e tantas outras iniciativas, diante da missão e evangelização da pessoa em vista do bem comum – onde “todos somos irmãos”, necessitados de cuidado e acompanhamento.

Na atualidade, os leigos são confirmados como sujeitos eclesiais e, sendo assim, não são uma realidade pronta, mas dom que se faz compromisso permanente e é corresponsável, em sintonia com toda a vida eclesial e social.

Nossa gratidão a todos que, como fermento de santificação no seio do mundo, brilham com seu testemunho de fé, de esperança, e aperfeiçoam seus talentos e iniciativas, assumindo por convicção a comunicação do Evangelho. Todo este trabalho tem despertado em meio ao povo, educação e vida plena para todos, em especial aos mais frágeis e necessitados de acolhida.

*  Bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre (RS)

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