Ano XXXVI – nº 4 – outubro a dezembro de 2008
Além-Fronteiras

3° Simpósio de Missiologia no Equador
Ainda dentro da programação geral e como encerramento do ciclo de atividades do 3° Congresso Missionário Americano (CAM 3–Comla 8), realizado em Quito (Equador) de 12 a 17 de agosto, foi promovido pelas POM e pela Conferência Episcopal do Equador o 3° Simpósio Internacional de Missiologia, também em Quito, de 8 a 12 de dezembro, para entregar o Documento Final do Congresso ao Continente.
Participaram do evento D. Gonzalo López Marañón, Bispo Vigário Apostólico de Sucumbíos e Presidente da Comissão Missionária da Igreja no Equador, e um Bispo Auxiliar de Maracaibo (Venezuela), arquidiocese que hospedará o CAM 4–Comla 9, em 2012; os Diretores Nacionais das POM de nove países da América Latina; religiosos, animadores missionários e delegados de alguns países, somando 55 participantes.
A temática central foi Missão para a Humanidade, tendo como objetivos: viver em estado permanente de Missão, conhecer e acolher o Documento Final do CAM 3–Comla 8, aprofundar e projetar a vida missionária de nossas Igrejas por meio do projeto da Missão Continental.
Foram três as conferências: Missão de Deus: uma Família de Toda a Humanidade, pelo Fr. Santiago Ramírez, OFMCap; A Missão “Inter-Gentes” (Entre a Humanidade), pela Ir. Marina Aguilar, RM; Os Pobres e a Catolicidade da Missão: Promessa e Esperança, pelo Pe. Victor Ruano, guatemalteco. Uma mesa-redonda foi dedicada à apresentação do Documento Final do CAM 3–Comla 8, a cargo do Pe. Fernando Barredo, SJ, Pe. Joi Artienda, SVD, e Fr. Santiago Ramírez, OFMCap, membros da Comissão Teológica do CAM 3–Comla 8. A apresentação do Projeto Missionário Americano esteve a cargo do Pe. Joi Artienda, SVD.
Foram assessores do Simpósio: Fr. Santiago Ramirez, Capuchinho do Equador e já conhecido entre nós, por assessorar nosso 2° Congresso Missionário Nacional, em Aparecida, SP, no mês de maio; e Pe. Joseph Altienda, verbita de Quito. Foram delegados do Brasil: Pe. Daniel Lagni, Diretor das POM; Pe. José Altevir, Assessor da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB; e Pe. Warlen Mas Well S. Reis, da Arquidiocese de Goiânia, GO.
283 leigos portugueses partem em Missão
Em 27 de junho, 283 leigos (195 mulheres e 70 homens) partiram para trabalhar em projetos de organismos católicos em dez países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Zâmbia, Burundi e República Centro-Africana.
O envio de missionários leigos não é uma realidade nova em Portugal: o primeiro grupo partiu 20 anos atrás. Em relação ao período de duração do voluntariado, é muito variável: 220 realizam Missões de breve duração (de 1 a 6 meses) e 63 partem para Missões de longa duração (1 ano ou mais).
Além de um grupo significativo de voluntários que parte todos os anos em Missão, há também outro grupo, não menos significativo, que permanece em Portugal, participando de projetos de ajuda e cooperação, principalmente em regiões mais internas.
(Fides)
Quirguistão: Igreja renasce com 600 católicos
As obras de caridade constituem a linguagem com que 600 batizados no seio da Igreja Católica testemunham sua fé na antiga república soviética do Quirguistão, país de cerca de cinco milhões de habitantes, que conta com 75% de muçulmanos e 20% de ortodoxos russos. A comunidade católica é composta em sua maioria por descendentes de deportados alemães nas ex-repúblicas soviéticas. Em Bisqueque, capital do país, não existe nenhuma igreja católica. Nessa Administração Apostólica existem só tem 3 paróquias, 7 sacerdotes e 3 religiosas.
Durante a época da União Soviética, tudo era controlado pelo partido comunista. Os católicos tinham poucas oportunidades de manifestar sua vida religiosa. Também tinham pouco contato com pessoas de outros credos. Lá é difícil manter relações com outros cristãos e religiões. Uma exceção são os luteranos. Com os ortodoxos e os muçulmanos, é muito difícil estabelecer uma relação significativa. Segundo D. Nikolaus Messmer, SJ, administrador apostólico, anunciar a Palavra de Deus em meio aos muçulmanos é um trabalho praticamente impossível: “Nós nos limitamos à assistência aos católicos, a um apostolado de presença.”
(Zenit, 2/10/2008)
923 milhões morrem de fome
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 923 milhões de pessoas morrem de fome no mundo. Cerca de 90% dessas pessoas (750 milhões) vivem na África e na Ásia. Em 15 países africanos a fome afeta 35% da população. Os países africanos que mais sofrem com o aumento de preços dos alimentos e dos combustíveis são Burundi, África Central, Guiné-Bissau, Eritréia, Etiópia, Quênia, Libéria, Moçambique, Madagascar, Níger, Ruanda, Serra Leoa, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue. Fora da África, a situação alimentar pior é a da Coréia do Norte e do Haiti.
(Fides, 16/10/2008)
Uzbequistão: minoria católica entre maioria muçulmana
Uma Igreja de minoria em um país de maioria muçulmana, dedica-se de maneira particular à assistência aos pobres através de obras que não têm nenhum reconhecimento público, e mais ainda, deve trabalhar quase na clandestinidade. O Uzbequistão é o país mais povoado da Ásia Central (mais de 27 milhões de habitantes) e um dos mais pobres da antiga União Soviética, da qual conseguiu sua independência em 1991. A nação conta com 88% de população muçulmana sunita e 9% de cristãos ortodoxos. Os católicos são cerca de 5 mil. Há algumas ocasiões de diálogo, como o encontro com os turistas que visitam a catedral de Samarcanda ou os concertos de órgão que se realizam na Igreja.
(Zenit, 2/10/2008)
158 não-cristãos fazem catequese em diocese chinesa
Como acontece em cada uma das estações, o curso do outono do catecismo organizado pela catedral de Xi-Kai, na Diocese de Tian Jin (China), foi aberto no dia 1° de setembro com mais de 200 inscritos, 158 dos quais, não-cristãos, um percentual recorde. Segundo o pároco, “é mérito do Senhor, porque ouviu a nossa oração pela Missão paroquial, e é mérito dos fiéis, porque seguiram a recomendação do Senhor: ‘Ide em todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura’ (Mc 16,15). Também é mérito das novas tecnologias de comunicação social que utilizamos na evangelização”.
(Fides, 24/9/2008)
Realidade em meio à qual
os missionários trabalham
Aumenta no mundo a perseguição religiosa, constata um estudo publicado pela associação Ajuda à Igreja que Sofre em 23 de outubro, ao mesmo tempo na Itália, Espanha, França e Alemanha, redigido pela primeira vez em sete idiomas.
Sem liberdade religiosa não há democracia nem paz no mundo. O documento responde à necessidade cada vez mais sentida pela opinião pública de conhecer a situação real dos direitos humanos, em geral, e da liberdade religiosa, em particular, como direito inalienável de todo ser humano, e tem caráter não-confessional.
Índia e Iraque, novas preocupações
A situação na Índia piorou nos últimos anos, apesar de que a constituição reconheça a liberdade religiosa. Trata-se de uma perseguição que é aproveitada e financiada por pessoas que querem ter a população no nível de escravidão. Há o risco de que a identidade da Índia fique seriamente comprometida, evoluindo para um sistema confessional hindu.
O estudo analisa também a situação no Iraque: desde o final de setembro, 2 mil famílias cristãs tiveram de abandonar Mosul e se refugiaram em Nínive, por causa das perseguições.
A lei aprovada em setembro passado no Parlamento de Bagdá aprovou um artigo do qual apenas uma mínima parte garantia a liberdade religiosa dos cristãos no Iraque.
Graves limitações
Há países nos quais se registram graves limitações à liberdade religiosa: China, Cuba, Coréia do Norte, Irã, Nigéria, Birmânia, Laos, Arábia Saudita, Paquistão e Sudão. Alguns têm limitações legais: Afeganistão, Argélia, Bahrein, Bangladesh, Belarus, Bolívia, Egito, Eritréia, Terra Santa (Israel e territórios palestinos) e México. Em certos países ocorrem episódios de repressão legal (China, Cuba e Irã) e conflitos locais.
Motivos de poder
Um dado interessante é, sem dúvida, que as ofensas à liberdade religiosa se devem cada vez menos a causas ideológicas e cada vez mais a motivos de poder. Em alguns casos, como, por exemplo, a China, o temor de abrir-se à liberdade de culto coincide com o temor de deixar espaços a outras liberdades.
Mais informação em http://www.ain-es.org
(Zenit, 23/10/2008)
Perseguição religiosa aumenta
Aumenta no mundo a perseguição religiosa, constata um estudo publicado pela associação Ajuda à Igreja que Sofre em 23 de outubro, ao mesmo tempo na Itália, Espanha, França e Alemanha, redigido pela primeira vez em sete idiomas.
Sem liberdade religiosa não há democracia nem paz no mundo. O documento responde à necessidade cada vez mais sentida pela opinião pública de conhecer a situação real dos direitos humanos, em geral, e da liberdade religiosa, em particular, como direito inalienável de todo ser humano, e tem caráter não-confessional.