|
Todos já sabemos: a Missão é uma dimensão essencial da Igreja: “A Igreja é, por sua natureza, missionária” (Ad Gentes, 2). Há um convite para todos nós: parar e redescobrirmo-nos Igreja. “Todas as Igrejas para todo o mundo“: este é um chamado que pode ressoar como um novo apelo à Missão universal. “Ainda há muito por fazer”: a Igreja não pode omitir-se diante desta realidade.
“O compromisso missionário continua sendo o primeiro serviço que a Igreja deve à humanidade de hoje, para orientar e evangelizar as mudanças culturais, sociais e éticas; para oferecer a salvação de Cristo ao homem do nosso tempo, que em muitas partes do mundo é explorado e oprimido, devido à pobreza endêmica, à violência e à negação sistêmica dos direitos humanos.” Somos chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo. O serviço à Missão, ao Reino, interpela-nos. É preciso redescobrir-se em um mundo que é maior que o nosso limitado horizonte (geográfico, cultural, racial, religioso).
A “Missio ad Gentes“ ajuda-nos a não esquecer o sentido do nosso Batismo e de nossa inserção na Igreja, na humanidade. Como os Apóstolos após Pentecostes, saímos nós também do “Cenáculo”: o medo já passou, robustecidos pela força que vem do alto, saberemos enfrentar os desafios. Não podemos mais pensar só em nossas vidas, em nossa segurança: estamos definitivamente a serviço do Senhor, do Reino, da Missão.
Pe. Daniel Lagni
Diretor Nacional das POM do Brasil |
|