Ano 38 – nº2 – abril a junho de 2010

Pontifícia União Missionária

150 Seminaristas
em Congresso Missionário

A formação missionária dos futuros padres é uma das preocupações das Pontifícias Obras Missionárias, do Conselho Missionário Nacional (Comina) e da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados da CNBB, que promovem, de 4 a 10 de julho, o primeiro Congresso Missionário exclusivamente para seminaristas e formadores dos futuros padres. O Congresso, que terá como local o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima, em Brasília, DF, reunirá 150 seminaristas a partir do 3º ano de filosofia e 50 formadores.

A abertura do Congresso será no dia 4, às 19h, com Missa presidida pelo Secretário-Geral da CNBB, D. Dimas Lara Barbosa. "O objetivo do congresso é ajudar os seminaristas do Brasil a assumir a dimensão missionária universal da vocação cristã e presbiteral", explica o Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Pe. Daniel Lagni.

O Congresso vai discutir o tema Formação Presbiteral para uma Missão sem-Fronteiras. "Por ocasião do Ano Sacerdotal, pareceu-nos oportuno promover um evento que fosse uma avaliação da caminhada feita, e articulação, reflexão, compromisso e avanço, em vista de uma formação presbiteral profundamente missionária", acrescenta Pe. Daniel.

Uma cartilha foi elaborada pelos organizadores do Congresso e deverá ser estudada previamente pelos seminaristas que se inscreveram para o Congresso. Cartazes também foram distribuídos por todos os regionais da CNBB, divulgando o evento.

O evento é organizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), e pelo Centro Cultural Missionário (CCM) e pelas Comissões Episcopais para Animação Missionária e para os Ministérios Ordenados, da CNBB.

Mais informações e texto da Cartilha de Preparação disponível para download: www.ccm.org.br.


Sacerdote:
o Bom Pastor Atento aos mais Distantes

Eu sou o Bom Pastor (o "belo pastor", em grego bíblico). Aquele que é bom é sempre belo, e o belo é bom. Mas Jesus é "o" bom, O único. Nele somos integrados, e nossa Missão deve chegar à sombra de Jesus Cristo, que deu a vida por nós espontaneamente e por puro amor.

A passagem do Bom Pastor ensina-nos que o verdadeiro discípulo-missionário é como Jesus, aquele que liberta as pessoas da superstição, da dominação, da opressão, do poder. É comum depararmo-nos hoje com "maus pastores", com atitudes que confundem, agitam, angustiam e amedrontam as pessoas. Jesus já fazia alusão a isto, dizendo: eles não se preocupam com as ovelhas, não as protegem dos lobos, mas abandonam-nas à própria sorte. Maus pastores eram os dirigentes políticos e religiosos da época, que recebiam a missão de conduzir o povo para Deus, mas eram os primeiros mercenários a explorá-lo.

Jesus Cristo continua sua ação na Igreja por meio de seus ministros ordenados e de todos os batizados. Entretanto, o preço é alto, porque são perseguidos, presos, interrogados e mortos, simplesmente por pregar e fazer o bem, a exemplo do Mestre. Qualquer pessoa que tente libertar o povo do "curral" é também hoje uma ameaça ao poder dos dirigentes. Assim como Jesus foi morto por fazer o bem, da mesma forma, os Apóstolos tiveram e têm um fim não menos trágico.

Em nossos dias, bispos, sacerdotes, religiosos e agentes pastorais que assumem o pastoreio de Jesus também são perseguidos, e, muitos deles, mortos. No Brasil, há bispos, padres, religiosos e leigos missionários ameaçados de perder a vida, porque assumiram a causa dos mais pobres, injustiçados e excluídos de uma vida plena.

É preciso ir ao encontro daqueles que estão longe, distantes, e ainda não experimentaram a alegria de conhecer Jesus e ser amados por Ele. Buscar os distantes foi a razão da existência de Cristo. O Bom Pastor deixa as 99 ovelhas e busca a perdida... Injustiçados, pecadores e violentados em sua dignidade são algumas ovelhas que precisam encontrar n'Ele, levado pelos missionários, a paz que é fruto da justiça, o perdão, fruto da misericórdia, que reconduzem à dignidade.

Deus não exige sacrifícios, apenas quer que amemos gratuitamente, sem esperar nada em troca. Uma das principais características do nosso tempo é o individualismo, a falta de amor. O Bom Pastor foi altruísta por excelência, ensinou-nos a compreender que a nossa natureza é ir em direção ao outro, já que Ele próprio veio ter conosco. Portanto, o sacerdote deve ser um Bom Pastor, porque age "in persona Christi", para buscar os que ainda estão distantes de Jesus.

Pe. Elmo Heck
Assessor Bíblico-Teológico das POM


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