Ano XXXVII – nº 2 – abril a junho de 2009
Infância e Adolescência Missionária

Ano Intenso para a IAM
Este ano de 2009 está sendo um ano bastante intenso na vida da IAM no Brasil. Serão quase 200 Encontros de Formação para Assessores da Infância e Adolescência Missionária (Efaims) por todo o território nacional, trinta deles com a assessoria do Secretário Nacional, Pe. Edson Assunção (veja a relação e as datas no site www.peedson.com.br, na seção Infância).
No mês de fevereiro, de 6 a 8, Pe. Edson esteve em Campo Grande, MS. Depois, em março, de 6 a 8, em Porto Velho, RO, pela primeira vez desde que se tornou Secretário Nacional, e, no final do mês, de 26 a 29, em Palmeira dos Índios, AL, assessorando os Efaims para aquelas regiões.
Em abril, assessorou o Efaim de Vacaria, RS, nos dias 4 e 5 e, no final do mês, o primeiro encontro do ano com os coordenadores diocesanos da IAM do Estado de São Paulo, no qual se aprofundou o tema Ação Missionária Específica e Processo Evangelizador, com o livro que acabou de ser lançado pelas POM.
Estes encontros com os coordenadores diocesanos são muito importantes, visto que a IAM está crescendo muito e precisa estar bem articulada, para não fugir de seu carisma inicial. Além disto, o Documento de Aparecida mais uma vez insiste na formação permanente de todos os agentes de pastoral, em todos os níveis.
Abrindo o mês de maio, Pe. Edson voltou ao Rio Grande do Sul, para o Efaim em Erechim, nos dias 1° e 2. Nos dias 15 a 17 de maio foi a vez da Diocese de Oeiras, PI, ter seu Efaim, e, de 21 a 24, o Efaim no Santuário do Pe. Ibiapina, em Solânia, PB. O mês de maio foi encerrado com o Efaim em Goiânia, GO, nos dias 30 e 31.
Junho também é um mês de muitas viagens do Secretario Nacional. De 12 a 14 se faz presente no Congresso Estadual da IAM em Coronel Fabriciano, MG, e, no final do mês, de 26 a 28, será o Congresso Estadual da IAM em Fortaleza, CE. Neste meio tempo, de 19 a 21, o Efaim 2 em Brasília, DF.
As demais datas podem ser vistas na agenda (pelo site acima citado). As fotos destes encontros estão postadas no blog da IAM www.iambrasil.blogspot.com.
Destacamos ainda que, além dos Efaims com a assessoria de Pe. Edson, dos inúmeros outros com assessoria dos coordenadores estaduais e das equipes diocesanas da IAM, este ano o Toninho, funcionário das POM, assessorou o Efaim de Salgado, SE, (de 24 a 26 de abril) e esteve no Congresso Estadual da IAM no Espírito Santo (de 22 a 24 de maio, em Cachoeiro do Itapemirim).

Convite a Nova Mobilização em Favor da Infância
O Escritório Internacional Católico da Infância, com sede em Genebra (Suíça) fez um convite à mobilização em favor da infância, por ocasião do 20º aniversário da Convenção das Nações Unidas relativa aos direitos das crianças. A organização internacional católica, fundada em 1948, presente em 66 países de quatro continentes e com projetos em 26 países, participou ativamente da elaboração da Convenção nos anos 80 e continuou a trabalhar para colocá-la em prática, em Genebra, perto da Comissão de Direitos da Criança da ONU.
O documento faz “o convite urgente a nova mobilização em favor da infância”. No parecer das organizações, especialistas e personalidades que assinaram o documento, “a transposição de normas da Convenção aos direitos nacionais e às políticas realizadas permitiu um progresso real”. Lamentavelmente, acrescentam, “os compromissos assumidos estão ainda muito longe de ser respeitados em todos os lugares. Muitas crianças no mundo continuam privadas de seus direitos, às vezes, inclusive, dos mais fundamentais”. O documento recorda a terrível situação de grande parte da infância: “Crianças-soldado, crianças trabalhadoras em condições penosas e perigosas, crianças objeto de abusos, estupradas, objetos de toda forma de violência, crianças obrigadas a fugir sem cessar, com ou sem família, durante guerras, fome, catástrofes naturais; crianças abandonadas e rejeitadas por todos, obrigadas a morar na rua; crianças sem educação, sem pátria, sem documentos...”
Os responsáveis pelo documento apelaram para os Estados– quem ainda não o fez – a ratificarem a Convenção, respeitarem os compromissos acordados, cooperarem estreitamente com a Comissão dos Direitos da Criança e mecanismos de acompanhamento dos direitos humanos da ONU e outras instituições e ONGs especializadas neste campo, a fim de garantir às crianças a plena realização de seus direitos.
Para ter acesso ao texto completo do documento:http://www.bice.org/ewb_pages/a/appel-mondial-a-une-nouvelle-mobilisation-pour-lenfance-geneve-juin-2009.php
(Zenit, 1° de junho de 2009)

Encontro da IAM com o Papa
Por ocasião do Ano Paulino, o Secretário Internacional e a Secretaria Nacional para a Itália da Pontifícia Obra da Santa Infância (Infância e Adolescência Missionária) organizaram uma peregrinação paulina a Roma das crianças e adolescentes missionários provenientes da Itália e de alguns países europeus.
Ao meio-dia do dia 30 de maio, o Santo Padre Bento XVI recebeu em audiência cerca de 5 mil participantes da peregrinação, com os seus acompanhantes.
Depois da saudação do Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, e de duas crianças, o Papa respondeu espontaneamente às perguntas feitas a ele pelos adolescentes, que publicamos a seguir.
1. Meu nome é Ana Filippone, tenho 12 anos, sou coroinha, venho da Calábria [Itália], Diocese de Oppido Mamertina-Palmi. Papa Bento, o meu amigo Giovanni tem o pai italiano e a mãe equatoriana e é muito feliz. O Senhor pensa que as várias culturas um dia poderão viver sem brigar em nome de Jesus?
Santo Padre: Entendi que vocês querem saber como nós, quando crianças, fazíamos para ajudar-nos reciprocamente.
Devo dizer que vivi os primeiros anos do Ensino Fundamental numa pequena cidade de 400 habitantes, muito distante dos grandes centros. Éramos, portanto, bem simples, e nesta cidade havia, de um lado, agricultores muito ricos, e também outros menos ricos, mas que estavam bem de vida; e, de outro, empregados pobres, artesãos. A nossa família, pouco antes do início do Ensino Fundamental, tinha se transferido para esta cidade vindo de outra, e, portanto, éramos um pouco estrangeiros para eles, e também a língua local era diferente.
Nesta escola, refletiam-se, pois, situações sociais muito diferentes. Havia, no entanto, uma bonita comunhão entre nós. Ensinaram-me a língua deles, que eu ainda não conhecia. Colaborávamos bem, e, devo dizer, algumas vezes, naturalmente, também brigávamos; mas depois nos reconciliávamos e nos esquecíamos do que havia acontecido. Isto me parece importante.
Algumas vezes na vida humana parece inevitável brigar; mas o importante permanece, de qualquer forma, a arte de reconciliar-se, o perdão, recomeçar de novo e não deixar amargura na alma.
Lembro-me, com gratidão, de como todos colaborávamos: um ajudava o outro e caminhávamos juntos no nosso caminho. Todos éramos católicos, e isto era naturalmente uma grande ajuda. Assim aprendemos juntos a conhecer a Bíblia, começando pela Criação até o sacrifício de Jesus na cruz, e depois também os inícios da Igreja.
Aprendemos juntos o Catecismo, aprendemos juntos a rezar, juntos nos preparamos para a primeira Confissão, para a Primeira Comunhão. Aquele foi um dia esplêndido. Tínhamos entendido que o próprio Jesus veio até nós e que Ele não é um Deus distante: entra na minha própria vida, em minha própria alma. E, se o próprio Jesus entra em cada um de nós, nós somos irmãos, irmãs, amigos, e devemos, portanto, nos comportar como tal. Para nós, esta preparação, tanto para a primeira Confissão quanto para a purificação das nossas consciências, das nossas vidas, e depois também para a Primeira Comunhão, como encontro concreto com Jesus que vem até mim, que vem até nós, foram fatores que contribuíram para formar a nossa comunidade. Ajudaram-nos a caminhar juntos, a aprender juntos a reconciliar-nos, quando era necessário.
Fazíamos também algumas pequenas apresentações: é importante também colaborar, ter atenção uns para com os outros. E, depois, com oito ou nove anos me tornei coroinha. Naquele tempo ainda não havia as coroinhas, mas as meninas liam melhor do que nós. Portanto elas liam as leituras da liturgia, nós éramos os coroinhas. Naquele tempo ainda havia muitos textos em latim que tínhamos de aprender, assim cada um tinha a sua parte de esforço a ser feito.
Como eu disse, não éramos santos: tivemos as nossas brigas, mas, seja como for, existia uma bonita comunhão, na qual as distinções entre ricos e pobres, entre inteligentes e menos inteligentes não contavam. Era a comunhão com Jesus no caminho da fé comum e na responsabilidade comum, nas brincadeiras, no trabalho comum. Achamos um jeito de viver juntos, de ser amigos, e, embora desde 1937, ou seja, desde há mais de setenta anos atrás, eu não tenha mais voltado àquela cidade, ainda continuamos amigos. Aprendemos, portanto, a aceitar-nos uns aos outros, a carregar os pesos uns dos outros. Isto me parece importante: não obstante as nossas fraquezas, aceitávamo-nos e, com Jesus Cristo, com a Igreja, encontrávamos juntos o caminho da paz e aprendemos a viver bem.
2. Meu nome é Letícia e gostaria de fazer-lhe uma pergunta. Querido Papa Bento XVI, quando o senhor era garoto, o que significava para o senhor o lema “As crianças ajudam as crianças”? O senhor pensou alguma vez que se tornaria papa?
Santo Padre: Para dizer a verdade, eu nunca teria pensado em me tornar papa, porque, como eu já disse, eu era um menino muito simples, que morava numa pequena cidade, muito distante dos centros, em um lugar esquecido. Éramos felizes por viver neste lugar e não pensávamos em outras coisas. Naturalmente, o Papa, que era Pio XI, era conhecido, venerado e amado por nós, mas para nós era uma altura inacessível, quase um outro mundo, quase: era nosso pai, mas, seja como for, uma realidade muito superior a todos nós. E devo dizer que ainda hoje tenho dificuldade de entender como o Senhor pôde pensar em mim, destinar a mim este ministério. Mas aceito-o de suas mãos, embora seja algo surpreendente e que me parece muito além de minhas forças. Mas o Senhor me ajuda.
3. Querido Papa Bento XVI, meu nome é Alessandro. Gostaria de perguntar-lhe: o senhor é o primeiro missionário; nós, jovens, como podemos ajudá-lo a anunciar o Evangelho?
Santo Padre: Eu diria que o primeiro modo é este: colaborar com a Pontifícia Obra da Infância Missionária. Assim vocês fazem parte de uma grande família que leva adiante o Evangelho no mundo. Assim vocês pertencem a uma grande rede. Vejamos aqui como se espelha uma família de diferentes povos.
Vocês estão nesta grande família: cada um faz a sua parte e, juntos, são missionários, levando adiante a obra missionária da Igreja. Vocês têm um bonito programa, como disse a porta-voz de vocês: escutar, rezar, conhecer, partilhar, solidarizar. Estes são os elementos essenciais, que realmente são um modo de ser missionário, de levar adiante o crescimento da Igreja e a presença do Evangelho no mundo. E gostaria de destacar alguns destes pontos.
Acima de tudo, rezar. A oração é uma realidade: Deus escuta-nos, e, quando rezamos, Deus entra nas nossas vidas, torna-se presente entre nós, atuante. Rezar é muito importante, pode mudar o mundo, porque torna presente a força de Deus. E é importante ajudar-se a rezar: rezemos juntos na liturgia, rezemos juntos na família. E, aqui, eu diria que é importante começar o dia com uma pequena oração, e, depois, também terminar o dia com uma pequena oração: lembrar dos pais na oração. Rezar antes do almoço, do jantar e por ocasião da celebração em comum do domingo. Um domingo sem a Missa, a grande oração comum da Igreja, não é um verdadeiro domingo: fica faltando justamente o coração do domingo, e, assim, também a luz para a semana. E vocês também podem ajudar os outros – especialmente, quando talvez não se reze em casa, não se conhece a oração –, ensinar os outros a rezar: rezar com eles e, assim, iniciar os outros na comunhão com Deus.
Depois, escutar, ou seja, apreender realmente o que Jesus nos diz. Além disto, conhecer a Sagrada Escritura, a Bíblia. Na história de Jesus conhecemos – como disse o Cardeal – a face de Deus, aprendemos como é Deus. É importante conhecer Jesus profundamente, pessoalmente. Deste modo, ele entra em nossas vidas, e, mediante as nossas vidas, entra no mundo.
E, também, partilhar, não querer as coisas só para si mesmos, mas para todos; dividir com os outros. E, se virmos outro que talvez tenha necessidade, que seja menos dotado, devemos ajudá-lo, e, assim, tornar presente o amor de Deus, sem muitas palavras, no nosso pequeno mundo pessoal, que faz parte do grande mundo. E, assim, tornamo-nos juntos uma família, na qual uns respeitam os outros: suportar o outro na sua alteridade, aceitar justamente até mesmo os antipáticos, não deixar que ninguém fique marginalizado, mas ajudá-lo a inserir-se na comunidade.
Tudo isto significa simplesmente viver nesta grande família da Igreja, nesta grande família missionária. Viver os pontos essenciais como a partilha, o conhecimento de Jesus, a oração, a escuta recíproca e a solidariedade é uma obra missionária, porque ajuda a fazer que o Evangelho se torne realidade no nosso mundo.
(Fides 1°/6/2009)

Parabéns, IAM!
No dia 19 de maio a IAM completou 166 anos de vida.
Fundada em 1843, na França, pelo bispo D. Carlos de Forbin-Janson, para ajudar crianças da China que eram abandonadas por seus pais e morriam sem o Batismo, logo abriu seus horizontes ao mundo inteiro.
O resgate, o Batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância e Adolescência Missionária. Hoje a Obra está presente em mais de 130 países, ajudando e evangelizando crianças dos cinco continentes.
Peçamos a Deus que a IAM cresça cada vez mais entre nós e consigamos pôr em prática a vontade de Deus expressa pela Igreja no Documento de Aparecida, 441i: “Fomentar a implantação da Infância Missionária em nossas comunidades.”
Relação dos Cofrinhos da IAM 2008 (Complemento)
Grupo |
Paróquia |
Cidade |
Regional |
R$ |
Infância Missionária |
Área da Ponta Negra |
Manaus, AM |
N 1 |
110,00 |
Infância Missionária |
Paróquia N. Sa. Imaculada Conceição |
Madalena, CE |
NE 1 |
37,10 |
Infância Missionária |
Paróquia Senhor do Bonfim |
Salgado, SE |
NE 3 |
270,00 |
Comunidade N. Sa. Aparecida |
Paróquia São Domingos |
Irecê, BA |
NE 3 |
37,00 |
IAM/Santa Teresinha |
Paróquia N. Sa. do Perpétuo Socorro |
Presidente Dutra, BA |
NE 3 |
11,65 |
Infância Missionária |
Paróquia São Francisco das Chagas |
Barra, BA |
NE 3 |
50,00 |
Infância Missionária |
Paróquia do Sagrado Coração de Jesus |
Parnaíba, PI |
NE 4 |
46,75 |
Colégio das Irmãs |
– |
Parnaíba, PI |
NE 4 |
511,85 |
IAM/Grupo Providência |
Colégio Pe. Moye |
São Paulo (Santana), SP |
S 1 |
236,00 |
Comunidade São José |
Paróquia São José |
Guarulhos, SP |
S 1 |
107,70 |
Comunidade S. Paulo Apóstolo |
Paróquia São José |
Guarulhos, SP |
S 1 |
42,30 |
Comunidade Rosa de Lima |
Paróquia São José |
Guarulhos, SP |
S 1 |
50,00 |
Com. Sagrado Coração de Jesus |
Paróquia Cristo-Rei |
Campo Grande, MS |
O 1 |
20,00 |
Total |
– |
– |
|
1.530,25 |