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  Ano XXXVI – nº 2 – abril a junho de 2008
Santa Sé
 

Igreja Católica Cresce mais na África

Segundo o Annuarium Statisticum Ecclesiae, publicado no mês de maio pelo Vaticano, no período de 2000 a 2006, o número de católicos em âmbito mundial cresceu 8,24%, a um ritmo quase paralelo ao crescimento global da população (8,19%). O número global de batizados passou de 1,04 bilhão, no ano 2000, a 1,13 bilhão, em 2006: 17,3% da população mundial.

Na África, o número de batizados cresce acima da média mundial, tanto em número de batizados (22%) como em número de sacerdotes (23,24%), superior ao crescimento populacional, com o qual a porcentagem de católicos de origem africana passou a constituir 14% do global de batizados.

Na Ásia, a porcentagem mantém-se estável, enquanto que na Europa o crescimento do número de batizados é inferior a 1%, mas é maior que o crescimento populacional, significando uma leve melhoria com relação a anos anteriores. Na América e na Oceania (com o crescimento de 8,4% e 7,6%, respectivamente), os católicos crescem abaixo do número de habitantes. Já os católicos americanos continuam contando quase a metade dos católicos do mundo inteiro.

O número de bispos do mundo cresceu 7,86%. Os sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, cresceram 0,51% no mundo. Mas é grande a disparidade entre continentes, já que a África cresce 23,24% e a Ásia, 17,71%, enquanto que a América se mantém e a Europa e a Oceania diminuem 5,75% e 4,37%, respectivamente. Dentre os dois grupos de sacerdotes, diocesanos e religiosos, crescem globalmente os primeiros (2%) enquanto os outros diminuem (2,31%). As religiosas, ainda que seu número continue sendo o dobro que de sacerdotes e 14 vezes maior que os religiosos, a tendência é diminuir. Elas passaram de 800 mil a 750 mil em 7 anos, ainda que aumentem na África (15,45%) e na Ásia (12,78%).


A Igreja não Abre Mão da Evangelização

Aos membros da Congregação para a Doutrina da Fé, Bento XVI afirmou que “em tempos de diálogo entre as religiões e culturas, a Igreja não prescinde da necessidade da evangelização e da atividade missionária junto ao povo, nem cessa de pedir aos homens que acolham a salvação oferecida a todas as pessoas. Diante do risco de um persistente relativismo religioso e cultural, o reconhecimento dos elementos de verdade e bondade nas religiões do mundo e da seriedade de seus esforços religiosos, o próprio colóquio e espírito de colaboração com elas pela defesa e a promoção da dignidade da pessoa e dos valores morais universais, não podem ser pensados como uma limitação do compromisso missionário da Igreja. Este compromisso empenha-a a anunciar incessantemente Cristo como o Caminho, a Verdade e a Vida” (cf. Jo 14,6).

(Zenit, 31/1/2008)