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  Ano XXXVI – nº 2 – abril a junho de 2008
Pontifícia União Missionária
 

Frades Conventuais em Curitiba
“M” de Missão, “F” de Franciscanos

No primeiro fim de semana de abril, jovens professos, aspirantes e postulantes dos Frades Conventuais encontraram-se em Curitiba, PR, para um momento de formação missionária, coordenado pela Comissão Missio­nária da Província.

Os 30 participantes, acompanhados pelos formadores, chegaram de seus seminários de Bonfim, SP, Cascavel, PR, e Curitiba cheios de alegria franciscana e de juvenil entusiasmo. E do mesmo modo apresentaram as páginas gloriosas da história da Missão no início da ordem, com suas dificuldades e desafios, a Missão dos primeiros frades conventuais no Brasil depois da segunda guerra mundial e a Missão segundo o Documento de Aparecida.

Num segundo momento, aprofundou-se a realidade missionária no mundo de hoje, a partir do desafio dos 70% da humanidade que ainda não foram alcançados pelo primeiro anúncio do Evangelho. Falou-se da responsabilidade de todo o povo cristão e das diversas categorias do Povo de Deus (leigos/as, religiosos/as, sacerdotes e bispos) neste imperdoável atraso na tarefa evangelizadora. Apareceu clara a necessidade de que nossas comunidades cristãs recebam um banho missionário “ad gentes”, para dar legitimidade e rumo ao trabalho missionário que se quer fazer na América Latina.

As três comunidades conventuais de formação assumiram compromissos concretos, para continuar e implementar o engajamento missionário, que se revelou inadiável: estágios missionários em regiões de fronteira, engajamento nas Santas Missões Populares, acompanhamento dos formandos aos freis em suas atividades pastorais, Missa missionária mensal animada pelos aspirantes franciscanos, visita a casas de colhida e apoio a crianças em situação de risco ou atingidas por doenças incuráveis, correspondência com missionários e missionárias que trabalham além-fronteiras, jornal mural nas casas de formação, assinatura de revistas missionárias...

Na Missa de encerramento foi lido o relato do caminho de Emaús, percorrido no dia da Páscoa pelos seguidores de Jesus que abandonavam Jeru­salém, que deixou clara a mensagem: o discípulo que não fez a experiência do encontro com o Mestre ressuscitado será um discípulo triste e só levará notí­cias tristes. Pelo contrário, o discípulo cujo coração foi esquentado pela presença do Mestre vivo e cujos olhos se abriram “na partilha do pão” nada mais pode fazer a não ser partir imediatamente, sem se importar se “já é tarde e o sol desapareceu o horizonte”, porque tem uma boa-notícia para levar aos seus irmãos e ao mundo todo.

Pe. Sávio Corinaldesi
Secretário Nacional da PUM