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Assembléia Geral Anual das
Pontifícias Obras Missionárias
De 15 a 21 de maio, teve lugar no Salesianum, em Roma, a Assembléia Geral anual das Pontifícias Obras Missionárias (POM).
O Estatuto das POM estabelece que cada ano, normalmente no mês de maio, seja feita a Assembléia Geral Ordinária da instituição. É convocada e presidida pelo Presidente das POM, e dela participam os Secretários-Gerais das quatro Obras (Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária), os Subsecretários da Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado do Vaticano, da Congregação para os Bispos e da Congregação para as Igrejas Orientais. A eles se juntam todos os 129 Diretores Nacionais das Pontifícias Obras Missionárias pelo mundo, que representam os países de todos os continentes.
A Assembléia é dividida em duas partes: uma Sessão Pastoral e una Sessão Administrativa. Na primeira são abordados alguns temas missiológicos, pastorais e organizacionais de especial atualidade e interesse, escolhidos com antecedência pela própria Assembléia Geral. Na sessão administrativa, os Secretários-Gerais das POM apresentam os relatórios sobre as atividades desenvolvidas durante o ano, e são avaliadas as propostas para a distribuição dos subsídios, de acordo com as solicitações feitas.
A Sessão Pastoral-Formativa, reservada aos Diretores recém-nomeados, ou seja, nomeados desde 2006, foi realizada nos dias 15 e 16, na qual foram apresentados os carismas específicos de cada uma das Obras, sua organização jurídica e eclesial no contexto da atividade missionária da Igreja em nossos dias. O tema deste ano tratou da Missão no Mundo Globalizado, com análise da experiência da Nova Evangelização. O Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, presidiu a Sessão de Abertura.
No dia 17 de maio, após uma Concelebração Eucarística na Basílica de São Pedro, a Assembléia foi recebida, como todos os anos, em audiência pelo Papa, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano.
De 19 a 21 de maio, na Sessão Administrativa, a Assembléia deteve-se nos relatórios dos Secretários-Gerais das Pontifícias Obras Missionárias referentes às atividades realizadas no último ano, analisando os balanços e as solicitações de subsídios recebidas.
A Assembléia Geral anual é antes de tudo um período especial de comunhão, de oração, de estudo e de troca de experiências, que possibilita aos Diretores Nacionais retornarem depois às suas nações enriquecidos e fortalecidos, também pelo encontro com o Santo Padre, cujas palavras são sempre fonte de luz e de apoio. Isto faz que os Diretores Nacionais das POM não sejam meros “arrecadadores e distribuidores de fundos”, mas, em primeiro lugar, evangelizadores e animadores pastorais, missionários de todo o Povo de Deus.
(Fides, 4 e 19/5/2008)
Do Discurso do Papa às POM
As Pontifícias Obras Missionárias têm o carisma de promover entre os cristãos a paixão pelo Reino de Deus, de estabelecê-lo em todos os lugares por meio da pregação do Evangelho. Providas deste suspiro universal, foram um instrumento valioso nas mãos dos meus predecessores, que as elevaram à condição de Pontifícias, recomendando aos bispos que as instituíssem nas suas dioceses. O Concílio Vaticano II justamente reconheceu-as como estando em primeiro lugar na cooperação missionária, “porque são meios tanto para infundir nos católicos, desde a infância, um espírito verdadeiramente universal e missionário, quanto para favorecer uma adequada arrecadação de subsídios em prol de todas as Missões e segundo a necessidade de cada uma” (Ad Gentes, 3).
A Missão é tarefa e dever de todas as Igrejas, que como vasos comunicantes compartilham pessoas e recursos para realizá-la.
Graças à reflexão que desenvolveram nessas décadas, as Pontifícias Obras Missionárias inseriram-se no contexto dos novos paradigmas de evangelização, e do modelo eclesiológico de comunhão entre as Igrejas. É claro que elas são Pontifícias, mas, por direito, são também episcopais, enquanto instrumentos nas mãos dos bispos para realizar o mandado missionário de Cristo. “Mesmo sendo as obras do Papa, as Pontifícias Obras Missionárias são também de todo o Episcopado e de todo o Povo de Deus” (Paulo VI, Mensagem para o Dia Mundial das Missões de 1968). São o instrumento específico, privilegiado e principal para a educação ao espírito missionário universal, para a comunhão e a colaboração intereclesial no serviço do anúncio do Evangelho (cf. Estatuto, 18).
Às Pontifícias Obras foi pedido que fizessem da Missão “ad gentes” o paradigma de toda a atividade pastoral. A elas, e de modo especial à Pontifícia União Missionária, cabe a tarefa de “promover, isto é, difundir cada vez mais no povo cristão o mistério da Igreja, este efetivo espírito missionário” (Paulo VI, Graves et Increscentes).
Novo Presidente das POM
Bento XVI nomeou Secretário Adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos e Presidente das Pontifícias Obras Missionárias o sacerdote italiano Piergiuseppe Vacchelli, em substituição a D. Henryk Hoser, nomeado pelo Papa Bispo de Warszawa-Praga (Polônia).
Nascido em Longardore di Suspiro, em 4 de fevereiro de 1937, Pe. Vacchelli era Subsecretário da Conferência Episcopal Italiana desde outubro de 1996. Neste cargo realizou extraordinário trabalho de ajuda às Igrejas locais na América Latina, como Presidente da Comissão Episcopal Italiana para as Intervenções Caritativas em favor do Terceiro Mundo.
(Zenit, 25/5/2008)
Coletas para a Missão em 2007
Totais Mundiais
Obra da Propagação da Fé:
US$ 140.758.814,00. Com esta quantia, puderam ser aprovados 5.385 projetos a serem apoiados em todo o mundo (60% na África e Ásia).
Obra da Infância e Adolescência Missionária (Santa Infância):
US$ 22.786.720 (projetos em prol de crianças).
Obra de São Pedro Apóstolo:
US$ 33.122.610,01 (projetos em prol de seminários e casas de formação).
Totais no Brasil
Obra da Propagação da Fé:
US$ 1.260.274,00, terceira maior coleta do Continente Americano, depois dos EUA e Canadá inglês.
Obra da Infância e Adolescência Missionária (Santa Infância):
US$ 288.062,79.
Obra de São Pedro Apóstolo:
US$ 252.054,95.
Cem Anos de “Independência Missionária”
da Igreja nos Estados Unidos
A Igreja nos EUA celebram cem anos independência missionária. Mons. John E. Kozar, Diretor das POM no país, contou que “de 1822 até 1908 éramos os grandes beneficiários da caridade coletiva do resto do mundo católico. Com a graça de Deus e com a introdução da fé trazida pelos missionários, fomos capazes de nos tornar independentes. Em 1908, Roma determinou o fim do estado de Missão para o nosso território, o que marcou o momento em que fomos capazes de, como Igreja, sustentar nossas necessidades pastorais e de evangelização. As POM os Estados Unidos foram um dos grandes beneficiados pela Obra da Propagação da Fé, apesar de a Igreja da América ter começado a contribuir também para a Missão universal a partir de 1833, com a nossa humilde doação de 6 dólares.”
Para mais informações, visite: http://www.iamamissionary.org.
(Fides, 11/4/2008)
As POM da Nova Zelândia Apóiam a Igreja
em Papua-Nova Guiné
As Pontifícias Obras Missionárias da Nova Zelândia confirmaram o apoio para o crescimento da Igreja em Papua-Nova Guiné, durante um encontro realizado em Port Moresby, do qual participaram os quatro Diretores Nacionais das POM presentes na área do Pacífico (Austrália, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Ilhas do Pacífico). Os quatro Diretores também participaram da cerimônia de posse do Bispo Rochus Josef Tatatmai, Diocese de Bereina, com a presença do Núncio Apostólico e de grande número de fiéis indígenas da etnia kerema, vestidos com roupas tradicionais.
Cerca da metade das 19 dioceses de Papua-Nova Guiné é governada por bispos de nacionalidade local, e isto indica que a Igreja está crescendo e está se tornando suficientemente autônoma, enraizando-se cada vez mais no território. Mas a vida das pequenas comunidades católicas no país, principalmente nos vilarejos remotos, é muito simples e essencial. Necessita de ajudas externas para crescer e se desenvolver, tanto do ponto de vista espiritual quanto material. É tarefa da Igreja universal prestar atenção e cuidar das pequenas Igrejas em crescimento no mundo todo.
(Fides)
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