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  Ano XXXVI – nº 2 – abril a junho de 2008
Além-Fronteiras
 
Cristãos no Oriente Médio
Em alguns países, principalmente nos de maioria muçulmana, os cristãos são considerados cidadãos de segunda classe, expostos a vários tipos de represálias. Nos países do Oriente Médio, grandes contingentes cristãos são obrigados a emigrar, se não se dispuserem à conversão forçada ao Islamismo.
Até o Líbano, onde a porcentagem de cristãos é maior, sofre um esvaziamento religioso. Seu ministro das Relações Exteriores, Tareq Mitri, declarou: “Nossas Igrejas sobrevivem, mas são perseguidas como sal em busca da própria identidade. Na década de noventa, falava-se de comunidades cristãs no plural; hoje, no singular, e isto é sinal de enfraquecimento.”
Presenças cristãs nestes países:
País
População
Cristãos
%
Iêmen
20.000.000
8.000
0,04
Turquia
70.000.000
100.000
0,15
Irã
70.000.000
130.000
0,2
Palestina
3,400.000
30.000
0,9
Iraque
26.000.000
350.000
1,4
Israel
7,100.000
130.000
2,1
Omã
2,850.000
75.000
2,6
Jordânia
6.000.000
162.000
2,7
Arábia Saudita
25.000.000
850.000
3,4
Bahrein
750.000
50.000
6,6
Catar
900.000
70.000
7,7
Síria
18,500.000
1,480.000
8
Emirados Árabes
3,600.000
300.000
8,3
Kuwait
2,200.000
250.000
11,4
Líbano
4,200.000
1,680.000
40
(Mundo e Missão, maio de 2008, p. 11)

 

Muçulmanos que se convertem ao Catolicismo

Cerca de 150 a 200 muçulmanos convertem-se cada ano ao Catolicismo na França, segundo revela o jornal francês Le Monde, em notícia publicada no dia 2 de abril. Entre eles encontram-se numerosas crianças, filhos de casais mistos. Apesar de seu número crescente, as conversões de muçulmanos ao Cristianismo – todas as confissões juntas – não ultrapassam as das pessoas que se tornam muçulmanas. Em agosto de 2006, o jornal francês La Croix revelava que o fenômeno das conversões ao Islamismo alcançaria 3,6 mil pessoas por ano na França, sobretudo nas periferias.

(Zenit, 4 de abril de 2008)


 

A Igreja na Mongólia

Sempre com novos batizados, hoje a Igreja na Mongólia conta 547 fiéis (dez estrangeiros). Os primeiros contatos da fé cristã com a Mongólia datam do século 7°, com raros contatos de alguns missionários. Nos séculos 12 e 14, outros missionários viajaram ao coração da Ásia, mas sem poder evangelizar ativamente. Na Mongólia também se sentiram as influências benéficas da Missão católica na China, a partir do século 16. No século 20, porém, o regime comunista fez de tudo para cancelar todo sinal de religiosidade.
O nascimento real da Igreja na Mongólia pode ser reconhecido em cerca de 16 anos atrás, em 1992, depois da queda do Muro de Berlim, e, conseqüentemente, do regime ateu comunista. A evangelização recomeçou pelo princípio, pois no país não havia absolutamente nada, nem estruturas, e muito menos agentes pastorais. Hoje são 20 sacerdotes e 2 irmãos, 40 religiosas, 4 missionários leigos: no total, são 66 missionários, de 18 países e 9 diferentes congregações religiosas.
A Prefeitura Apostólica adotou um Plano Pastoral centralizado na Palavra de Deus e na formação de pequenas Comunidades Eclesiais de Base. O plano é articulado em três anos pastorais: O Pão da Palavra (2007-2008), O Pão da Eucaristia (2008-2009), O Pão da Caridade (2009-2010). A Bíblia em língua mongol é a editada pela Christian Bible Society, uma organização protestante. Ainda não existe Bíblia mongol em versão católica.


 

Batismos na China

Foram batizadas 13.608 pessoas em 80 dioceses da China continental durante a Vigília Pascal de 2008. Além do Batismo, os catecúmenos receberam também outros dois sacramentos da iniciação cristã: a Crisma e a Eucaristia.

(Fides 9/4/2008)