Ano XXXVII – nº 1 – janeiro a março de 2009

Santa Sé

20 Mártires da Missão em 2008

Segundo a Agência Fides, durante todo o ano de 2008, foram assassinadas no mundo 20 pessoas cujas atividades pastorais e eclesiais estavam relacionadas com as Missões: D. Paulos Faraj Rahho, Arcebispo de Mosul (Iraque), 16 sacerdotes, um religioso e 2 voluntários leigos.

Na Ásia ocorreu o maior número de assassinatos: 6 sacerdotes e uma voluntária leiga, além do arcebispo iraquiano, perderam a vida no Iraque, Índia, Sri Lanka, Filipinas e Nepal.

A esta lista provisória, deve-se acrescentar “a nuvem de soldados desconhecidos da grande causa de Deus dos quais não se tem notícia, e que em muitos lugares da terra sofrem e pagam com sua vida a fé em Cristo” (Papa João Paulo II).

A recontagem da Fides inclui alguns casos de assassinatos violentos, ainda que não tenham sido cometidos expressamente “por ódio à fé” em sentido estrito.

Alguns, como o Pe. Brian Thorp, assassinado em sua Paróquia de Lamu (Quênia), perderam a vida em aparentes atentados de roubo, ou morreram ao ser assaltados na rua, enquanto exerciam seu ministério.

Outros foram eliminados, porque opunham com tenacidade o amor ao ódio, como o Pe. Bernard Digal, morto na campanha de violência anticristã de extremistas hindus.

Também na Índia, foi assassinado o sacerdote carmelita Thomas Pandippallyil, enquanto ia celebrar a Santa Missa.

Em alguns países, como a Venezuela e a Colômbia, a violência e a pobreza estão por trás dos assassinatos do Pe. Orellana Hidalgo, cujo corpo foi encontrado em sua casa em Caracas, e do Pe. Jaime Ossa Toro, apunhalado em Medellín.

A pequena comunidade católica do Nepal conta desde este ano com seu primeiro sacerdote assassinado, o salesiano Johnson Moyalan. Du­rante a noite, um grupo de homens armados entrou na Missão, matando o missionário com muitos tiros.

Outros foram assassinados enquanto rezavam, como o Pe. Reynaldo Roda, assassinado a tiros na capela de uma Missão das Filipinas, onde pouco antes rezara o Santo Rosário.

“Todos eles, sem heroísmos ou solenidades, não hesitaram em colocar suas vidas diariamente em risco, para que não faltasse a quem os rodeava o sopro da esperança.”

No Sri Lanka foi assassinado o Pe. Xavier Karunaratnam, desde sempre comprometido em dar assistência psicológica às vítimas do conflito. Na martirizada República Democrática do Congo também morreu o voluntário leigo Boduin Ntamenya, morto enquanto realizava seu trabalho em uma região em conflito.

Há também vítimas da loucura homicida: é o caso de dois sacerdotes jesuítas, os padres Otto Messmer e Victor Betancourt, assassinados em sua moradia de Moscou por um psicopata.

“Como nas origens, hoje também Cristo precisa de apóstolos dispostos a sacrificar-se” (Papa Bento XVI).

(Zenit, 7/1/2009)

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