Aprofundando a Missão Intenções Missionárias Agenda Contato Obras Missionárias Campanha Missionária Noticías Publicações Links Menu Principal

  Ano XXXVI – nº 1 – janeiro a março de 2008
Pontifícia União Missionária
 

Relatório das Atividades
da PUM em 2007

Enfoque
“O objetivo da Pontifícia União Missionária é a formação e informação missionária dos sacerdotes, dos membros dos Institutos de vida consagrada e das Sociedades de vida apostólica, dos leigos consagrados, dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa em todas as suas formas, como também de todas as outras pessoas empenhadas no ministério pastoral da Igreja. A União dirige-se a todos os que são chamados a trabalhar para que o Povo de Deus seja animado por um espírito missionário e por uma grande sensibilidade no tocante à cooperação missionária” (Estatutos das Pontifícias Obras Missionárias, art. 20).

Como aparece claro neste artigo dos Estatutos, a União Missionária tem uma abrangência muito grande. Praticamente se destina a todo o Povo de Deus.

Isto faz com que qualquer trabalho de animação missionária possa ser considerado tarefa da União Missionária.

E é neste sentido que foram assumidos todos os compromissos que ocuparam a agenda deste ano. Uma agenda que se foi preenchendo, conforme apareciam os pedidos de assessoria..

Esta situação tem duas desvantagens:

  • Nosso trabalho depende dos outros, deixando-nos sem iniciativa mais propositiva;
  • Em geral, os grupos e ambientes que mais precisam despertar-se para a abertura missionária, menos se interessam em procurar nossa assessoria. E, vice-versa, quem já foi sensibilizado, mais se empenha em procurá-la.

Ações
As atividades relacionadas com o carisma da União Missionária podem ser resumidas nos seguintes itens:

  • Assessoria a:
    • Animadores/as missionários/as: Belém, PA (5/5); Franca, SP (26-27/5); Ribeirão Preto, SP (18-19/8); Barra, BA (6-9/9); São Paulo, SP (Enoim – 15-17/11).
    • Agentes de pastoral: Goiânia, GO (14/6); São Mateus, ES (1°-4/8); Goiás, GO (21-23/9); São Raimundo Nonato, PI (9-11/11).
    • Seminaristas: Franca, SP (24/5); Fortaleza, CE (2/6); Teresina, PI (1°-6/7); Brasília, DF (18/7).
    • Clero: Teresina. PI (7-9/8); Goiás, GO (24-27/9).
    • Comires: Fortaleza, CE (3/6); São Paulo (SP) (14/11).

  • Correspondência: De momento não é muito intensa, revelando significativamente o escasso conhecimento da Obra e, mais ainda, a pouca preocupação pela Missão universal da Igreja no meio do seu “público- alvo”. Contudo, sempre que fomos procurados, esforçamo-nos para atender da melhor maneira possível as consultas e pedidos.
  • Acompanhamento da preparação, celebração e desdobramentos da 5ª Conferência do
  • Episcopado Latino-Americano e Caribenho (Aparecida) em sua dimensão missionária universal.
  • Curso de Ecumenismo e de Missiologia no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília.
  • Artigos eventuais sobre Comises e outros temas ligados á Missão Universal da Igreja.
  • Atividade pastoral eventual nas paróquias e comunidades do Distrito Federal, sempre com o enfoque da Missão universal e da responsabilidade missionária de todo batizado.

Mensagem

  • A prepara ção imediata, a celebração e os desdobramentos da 5ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho em Aparecida (SP) colocaram em evidência o tema da “Missão”.
  • Contudo, a preocupação quase obsessiva pelo avanço do secularismo e pelo aumento numérico das Igrejas e grupos cristãos não-católicos, bem como uma leitura catastrofista da realidade brasileira e a influência crescente da mentalidade de cristandade e do fundamentalismo presente em muitos “movimentos eclesiais e novas comunidades”, fazem com que o alcance da idéia de missão não supere os confins da paróquia, da diocese ou da região. Podemos afirmar que aumentou muito o uso da palavra “Missão”, melhorou o enfoque ‘missionário’ da ação da Igreja, porém a abertura para a Missão universal de nossas comunidades ficou na mesma. Se é que não perdeu o pouquinho do vigor que alcançara nos últimos anos.
  • Esta leitura da realidade eclesial torna mais clara – e inadiável – a tarefa da União Missionária: recuperar a dimensão universal da Missão da Igreja.
  • Pela sua clareza didática, o ponto de partida do raciocínio desenvolvido ao longo do ano foi o texto do n° 33 da Redemptoris Missio:


Do ponto de vista da evangelização, podemos distinguir três situações distintas.
– Povos, grupos humanos, contextos socioculturais onde Cristo e o Seu Evangelho não são conhecidos, onde faltam comunidades cristãs suficientemente amadurecidas para poderem encarnar a fé no próprio ambiente e anunciá-la a outros grupos. Esta é propriamente a Missão “ad gentes”.
– Comunidades cristãs que possuem sólidas e adequadas estruturas eclesiais são fermento de fé e de vida, irradiando o testemunho do Evangelho no seu ambiente e sentindo o compromisso da Missão universal.. Nelas se desenvolve a atividade ou cuidado pastoral da Igreja.
– Grupos inteiros de batizados (que) perderam o sentido vivo da fé, já não se reconhecendo como membros da Igreja e conduzindo uma vida distante de Cristo e do Seu Evangelho. Neste caso, torna-se necessária uma “nova evangelização”, ou “re-evangelização”.

  • Traduzindo isso em números, constata-se que, na situação atual da humanidade, em cada cem pessoas que habitam o planeta, 70 precisam da Missão “ad gentes”; 27 devem ser atingidas pela nova evangelização e 3 precisam do cuidado pastoral da Igreja.
  • A partir da Bíblia e da Doutrina da Igreja, insiste-se na obrigação de todo batizado de assumir seu papel ativo na Missão universal, “ad gentes”. Esta obrigação parece pouco percebida. Essa afirmação baseia-se em fatos concretos:

a. Os missionários e missionárias brasileiros. Embora em gradual aumento, a presença brasileira no mundo missionário é ainda muito pequena, se comparada com a população e o destaque que o país tem no cenário do catolicismo mundial.
b. Este quadro fica ainda mais preocupante, pelo fato que quase não há comunhão nem comunicação entre os missionários e suas comunidades de origem. Muitas vezes, nem os bispos ou párocos conhecem os missionários da sua diocese ou paróquia; estes, por sua parte, parece não terem a clara consciência de que são “enviados” de suas comunidades de origem.
c. A colaboração financeira do povo católico brasileiro – embora também em crescimento – é muito modesta, quase envergonhada.
d. A celebração do Mês Missionário (outubro) e do próprio Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo daquele mês) não recebe a devida atenção em nossas comunidades e paróquias.

De tudo isso se deduz que o trabalho feito é claramente insuficiente e que precisamos avançar muito mais.
Brasília, 7 de dezembro de 2007