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  Ano XXXVI – nº 1 – janeiro a março de 2008
Obra da Propagação da Fé
 

Juventude Missionária
do Cone Sul realiza encontro em Curitiba

Dos dias 24 a 26 de janeiro, foi realizado na cidade de Curitiba, PR, o 3º Encontro da Juventude Missionária (JM) do Cone Sul. Participaram representantes do Brasil, Chile e Paraguai.

O encontro teve por objetivo avaliar a caminhada realizada pela JM de cada país e traçar um caminho comum entre os grupos de todos os países que fazem parte do Cone Sul, cada qual dentro da sua realidade local. Além disso, foi ocasião de trocas de experiências, subsídios e confraternização entre os países.

O primeiro dia foi reservado à apresentação da realidade da JM de cada país e um histórico dos encontros anteriores (em 2006, na Argentina; e, em 2007, no Uruguai).

No segundo dia, esteve presente Pe. Estêvão Raschietti, SX, que discorreu sobre a Realidade da Juventude à luz do Documento de Aparecida. A partir dessas reflexões, os participantes delimitaram algumas ações concretas para a JM nos países do Cone Sul.

Os membros da delegação brasileira – representada pelo Pe. Vitor de Menezes, Secretário da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária do Brasil, e pelos jovens Rodrigo (São Paulo), Sara (Ceará), Fabiano (Espírito Santo) e Gustavo (Paraná) – avaliaram como boa a recente caminhada da JM no Brasil, iniciada em 2005, e propuseram um primeiro encontro, de âmbito nacional, ainda este ano.
Naqueles dias, fizeram-se presentes também representantes da Pastoral da Juventude, do Conselho Missionário Regional (Comire Sul 2) e da Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária de Curitiba.

No sábado, dia 26 de janeiro, encerrados os trabalhos, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer e visitar a cidade de Curitiba.

O próximo encontro foi marcado para os dias 24 a 27 de setembro de 2009, no Chile.

 

 
 
 

 

Formação Missionária em Jequié

O Secretário Nacional da POPF esteve presente na Diocese de Jequié, BA, nos dias 25 de fevereiro a 3 de março, para assessorar encontros de formação missionária para o clero e para os leigos, em sua maioria jovens, respondendo a um convite do bispo diocesano, D. Cristiano Krapf, interessado em colocar todas as forças vivas daquela Igreja local em estado permanente de Missão, conforme os apelos da Conferência de Aparecida.

 
 
 

Promoção da Propagação da Fé em Palmas

A Arquidiocese de Palmas, TO, é uma Igreja jovem e de jovens. Com apenas 13 anos de instalada, a Arquidiocese já conta com bom número de sacerdotes jovens e ardorosos em seu ministério, bem como várias comunidades de vida que, inseridas no meio do povo, tornam-se fermento de renovação e vida missionária.

Nesse contexto é que desponta também a Obra da Propagação da Fé, animada pela Ir. Jacira e equipe. Dos dias 7 a 9 de março, realizou-se um encontro de formação para promotores dessa Obra Pontifícia e assessores da Juventude Missionária, que prometeu muitos frutos. O evento contou com o apoio do Arcebispo, D. Alberto Taveira, e com a presença do Secretário Nacional, Pe. Vítor Menezes. Com a participação de um bom número de jovens e adultos, o encontro foi um sucesso.

O nosso obrigado à Ir. Jacira e sua equipe, como também ao Pe. Paulo Cristiano Luz Frade, Vigário Episcopal da Região São João, pelo apoio que nos deram.

 
 
 

O Presbítero, Discípulo-Missionário de Jesus, Bom Pastor:
Uma Leitura de Aparecida

“Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração” (Jr 3,15)
O presbítero, à imagem do Bom Pastor, é chamado a ser homem de misericórdia e compaixão, próximo a seu povo e servidor de todos. Consciente de suas limitações, ele valoriza a pastoral orgânica e insere-se com gosto em seu presbitério (DA 198). O povo de Deus sente a necessidade de presbíteros (199):

– Discípulos: Que tenham profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor, dóceis às orientações do Espírito, que se nutram da Palavra de Deus, da Eucaristia e da oração.

– Missionários: Movidos pela caridade pastoral, que os leva a cuidar do rebanho a eles confiado e procurar os mais distantes, pregando a Palavra de Deus, sempre em comunhão com seu bispo, com os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos.

– Servidores: Que estejam atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos, promotores da cultura da solidariedade.

Desafios para o ministério presbiteral hoje (DA 192-197)

1. Identidade teológica do ministério presbiteral:

Sacerdócio ministerial e sacerdócio comum dos fiéis: o sacerdócio ministerial deve estar a serviço do sacerdócio comum dos fiéis.
Observação do DA: O sacerdote não pode cair na tentação de se considerar somente mero delegado ou apenas representante da comunidade, mas sim um dom para ela, pela unção do Espírito e por sua especial união com Cristo. “Todo Sumo Sacerdote é tomado dentre os homens e colocado para intervir a favor dos homens em tudo o que se refere ao serviço de Deus” (Hb 5,1).

2. O ministério do presbítero inserido na cultura atual:

O presbítero é chamado a conhecer a cultura atual, para depositar nela a semente do Evangelho.
Esse desafio inclui a necessidade de potencializar adequadamente a formação inicial e permanente dos presbíteros, em suas quatro dimensões: humana, espiritual, intelectual e pastoral.

3: Outros:

Celibato (dimensão afetiva).
Intensa vida espiritual (dimensão espiritual), que se nutre da experiência pessoal com Deus e na comunhão com os irmãos.
Cultivo de relações fraternas com o bispo, com os demais presbíteros da diocese e com os leigos (dimensão humana).

O sacerdote deve ser homem de oração, maduro em sua opção de vida por Deus, fazer uso dos meios de perseverança, como o Sacramento da Confissão, da devoção à Santíssima Virgem, da mortificação e da entrega apaixonada por sua missão pastoral. Em particular, o presbítero é convidado a valorizar como dom de Deus o celibato (configuração a Cristo com a entrega de si mesmo pelo Reino – DA 196)

Desafios de caráter mais estrutural:

Paróquias muito grandes, que dificultam o exercício de uma pastoral adequada.
Paróquias muito pobres, que fazem que os pastores se dediquem a outras tarefas, para poderem subsistir.
Paróquias situadas em regiões de extrema violência e insegurança.
A falta ou má distribuição de presbíteros da Igreja no Continente.

Pe. Vítor Agnaldo de Menezes
Secretário Nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF)