Ser missionário é desapegar-se de si

Ser missionário é desapegar-se de si

O seminarista Mateus Luis Schäfer, da Diocese de Montenegro (RS), partilha sua experiência missionária em Rondônia, parte de um Brasil cheio de cores, sotaques e etnias.

Por Mateus Luis Schäfer *

Entre os dias 14 de janeiro e 3 de fevereiro deste ano, tive a oportunidade de participar da VII Experiência Missionária, organizada pelo Seminário Maior São João XXIII, localizado no distrito de Vista Alegre do Abunã, na Arquidiocese de Porto Velho, no Estado de Rondônia.

Pelo lema: “Por que razão me chamastes?” (At 10, 29b), viajamos cerca de 3.820 quilômetros rumo ao destino final, com os corações ansiosos para conhecer a realidade das comunidades missionárias. A cada quilômetro percorrido, conhecíamos um Brasil cheio de cores, sotaques e etnias diferentes; mundos distintos ao que estávamos habituados.

A chegada às áreas missionárias fez-nos conhecer comunidades muito acolhedoras e devotas. Cada lar visitado ao longo da missão, cada momento vivido junto com as comunidades, fez-nos perceber a importância da fé para um povo. Conversamos com as pessoas, as conhecemos e aprendemos com elas, o que nos tornou pessoas que saem ao encontro do próximo. Um simples sorriso, um cumprimento, um abraço ou um momento de oração davam forças para, debaixo do sol ou da chuva, da lama ou do pó, irmos ao encontro do outro e levarmos a Palavra de Deus e esperança àqueles que necessitavam.

Ser missionário é desapegar-se de si e abrir o coração ao diálogo, para poder viver a cultura e a realidade local. A missão proporciona um autoconhecimento da fé para aquele que a testemunha. Evangelizamos e fomos evangelizados. Fomos instrumentos de Deus em meio àquelas pessoas. Agimos com empatia, colocando-nos no lugar do outro para poder estender a mão e ajudar. Todos os medos se foram, pois sabíamos que Deus havia nos chamado e Nele depositamos nossa confiança.

Torna-se necessário abraçar com intensidade a causa missionária. Partimos rumo ao desconhecido, longe de nossos amigos e familiares, que permaneceram conosco em nossos pensamentos e orações. Foi um período onde as horas passavam como segundos e as semanas como um dia. Foram muitos sorrisos, troca de ideias, novidades e oração; rostos que marcaram essa bonita experiência e que nos fizeram ter certeza de que Deus é bom o tempo todo!

Carrego comigo um sentimento de profunda gratidão a Deus por acompanhar meu caminho. Agradeço pelas orações de todos! Gratidão às comunidades por nos acolherem tão bem, abrindo as portas para a chegada de missionários! Gratidão às equipes formativas que nos ampararam e auxiliaram durante todo o tempo.

Sou grato por todas as amizades feitas durante a missão! Obrigado por permitirem que a Palavra de Deus chegasse por meio de nós aos seus lares; e, por nos fazerem sentir tão bem! Trazemos, na bagagem, ensinamentos que contribuíram para o nosso crescimento na fé e em humanidade. Agradeço por serem quem são: Gratidão!

* Seminarista desde o ano de 2014 e atualmente vivencia a terceira etapa do Discipulado (Curso de Filosofia – PUCRS), no Seminário São João Batista, de Viamão, Rio Grande do Sul.

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