Roteiros homiléticos
Festa da Sagrada Família – 27/12/2009
“Fazer o outro feliz é o caminho mais curto
para encontrar a própria felicidade...”
1ª Leitura: Eclo 3,3-7.14-17
Salmo: 128
2ª Leitura: Cl 3,12-21
Evangelho: Lc 2,41-52
Fr. Almir R. Guimarães, membro do setor da família na CNBB, tem uma reflexão muito interessante sobre a família. Para começar, ele coloca e responde ao seguinte questionamento: “Como educar para o amor? Os pais não podem ficar obcecados apenas pelo sucesso escolar de seus filhos: exagero neste particular faz com que os filhos se tornem pessoas profundamente egoístas. Respeitando a originalidade de cada filho, os pais precisarão educar os filhos para controle e domínio de seus impulsos e reações agressivas, que desrespeitam a pessoa e a liberdade dos outros. Os pais procurarão levar os filhos a fazerem, desde a mais tenra idade, gestos desinteressados. Uma educação que excluísse gestos gratuitos levaria os filhos a serem interesseiros em toda a vida. Os pais educam com palavras, mas também com gestos concretos. Pais generosos e revestidos de despojamento conseguirão inculcar uma mentalidade altruísta. Educa-se para o amor, mostrando o valor da renúncia, para que o outro seja mais feliz, e em benefício de sua realização. Quem se exercita no amor na juventude, poderá conhecer sucesso na vida familiar.”
Maria Luiza Silveira Teles, psicopedagoga, fala sobre pais e filhos: “Quando você discutir diante de seu filho, amaldiçoar a vida, mentir ou amargurar-se, lembre-se de que, na mente infantil, estas serão as impressões mais fortes, que irão suplantar qualquer discurso contrário. Será que você tem o direito de estragar uma vida que Deus lhe confiou? Agradeça a Deus pelos filhos! Eles não nos pertencem. É a vida que o Senhor nos joga na cara. Trazem-nos alegrias e tribulações, e depois se vão para o mundo. Que, em nós, eles possam encontrar apenas amor, compreensão, carinho e acolhimento, pois esta é a única bagagem que vão levar.”
Particular atenção deverá merecer, no quadro da Pastoral Familiar, os recém-casados. Os primeiros anos da vida de um casal, caracterizados pela necessidade de ajustes, de adaptações, de aceitação bem concreta do modo de ser de um e de outro. Por vezes, por pequenas dificuldades, o jovem casal conhece crises mais ou menos delicadas. Nem sempre o tempo do namoro foi realmente aproveitado para um conhecimento sólido. Parece, pois, importante que sejam criados grupos de jovens casados pelos agentes de Pastoral Familiar.
Aprendendo a amar
Temos de ter cuidado para não deixar que a ferrugem da rotina corroa o casamento. Execute sua tarefa com amor sempre renovado e procure encher de alegria a sua vida. Trate seu relacionamento com seu marido/mulher da maneira gentil, carinhosa e dedicada com que trata de suas violetas. Sua família está tumultuada? Seja atencioso/a e compreensivo/a. Mantenha-se sereno/a, conserve seu equilíbrio. Você é o eixo de seu lar. A família é um sacrário, onde o Senhor nos acolhe, desafia, questiona nas pessoas de nossos entes queridos.
“Coragem: Tudo sairá bem! A criatura humana leva uma vida de aflições. Um pai de família, por exemplo, aflito da manhã à noite, enfrenta mil preocupações: trabalho estafante, salário que não alcança o fim mês, alimentação dos filhos, moradia, vestuário, saúde... Como acabará tudo isso? Tenha fé nas palavras do Apóstolo: ‘Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus’ (Rm 8,28). Você não precisa ter medo! Saiba ser generoso, que Deus não Se deixará vencer em generosidade. Ame a Deus de todo o coração e do mais fundo da alma! Deixe o bom Pai no céu cuidar de todas as suas preocupações. Quanto a você, coragem!”
Também há de se falar sobre a Sagrada Família com base no texto de Fr. Anselmo Fracasso. “Maria, José e Jesus, a família perfeita, onde havia amor, respeito, diálogo, entrosamento, oração, paz, alegria e felicidade. Amar não é buscar egoisticamente para si a felicidade, mas é construí-la e oferecê-la aos outros. A família humana é convidada a assemelhar-se à Família de Nazaré. Para crescer e perseverar, o amor humano deve lançar raízes em Deus, porque é a fonte do amor, e só Ele comunica o amor. Sem Deus, nenhum amor sobrevive. A família será comunidade de amor, à medida que todos os seus membros estejam em comunhão de vida com Deus. Saber ser esposa é mais importante que ter esposo. Saber ser esposo é mais importante que ter esposa. Saber ser pai e mãe é mais importante que ter filhos. Saber ser filho é mais importante que ter pai e ter mãe. Ser um grande amor é mais importante do que ter um grande amor. Fazer o outro feliz é o caminho mais curto para encontrar a própria felicidade.”