Os biomas e a educação mobilizadora

Os biomas e a educação mobilizadora

Depois de praticamente acabar com a cobertura vegetal da Mata Atlântica e do Cerrado, a Amazônia está sendo rapidamente agredida.

de Ivo Poletto *

Tive oportunidade de estar em algumas localidades para refletir sobre a temática da relação entre os biomas e a defesa da vida, animando a Campanha da Fraternidade deste ano. Fiquei feliz ao perceber que todas as pessoas têm vontade de compreender bem essa relação, e ao mesmo tempo, que todas se sentem muito preocupadas com o que está acontecendo nos biomas do Brasil. Na verdade, todas se dão conta de que o bioma em que vivem sofreu muitas mudanças, e de que elas estão aumentando as dificuldades de viver nele.

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Entre as pessoas interessadas destacam-se as dedicadas à educação. Foi o que aconteceu, por exemplo, em Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, num encontro realizado nos dias 30 e 31 de março. A iniciativa da prelazia de São  Biomas brasileirosFélix de convidar as escolas municipais e estaduais, bem como os agentes de saúde do município e da região teve resposta animadora. O encontro já foi organizado e animado por uma equipe representativa dessas instituições, e foi pensado como parte de um processo que se estenderá até o final do ano.

Quando se tem presente o que significa dar-se conta que o bioma em que se vive tem uma longa história e foi dado de presente como um jardim vivo e fonte de vida maravilhoso e único aos seres humanos, a temática dos biomas se torna um convite apaixonante para decidir que é urgente organizar-se para cuidar do que ainda existe daquele jardim original, e para gerar iniciativas de recuperação das condições de vida que foram destruídas ou estragadas por ações humanas, no campo e nas cidades.

Mesmo contando com presença de povos humanos há mais de doze mil anos, foi a partir de 1950 que as mudanças ganharam velocidade. E hoje, depois de praticamente acabar com a cobertura vegetal da Mata Atlântica e do Cerrado, a Amazônia está sendo rapidamente agredida. E as cidades se tornaram quase depósitos dos expulsos do campo, sem cuidados a vida, com as fontes de água e com o que contamina a atmosfera.

Por isso tudo, é urgente, sim, colocamos escolas, igrejas, saúde pública, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade a serviço da criação de consciência crítica e de ações de recuperação das boas condições de vida em todos os biomas do Brasil.

* Ivo Poletto, Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS): www.fmclimaticas.org.br

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