A Obra da Santa Infância Missionária chegou no Brasil no ano de 1858. Foi muito bem acolhida e produziu muitos frutos. Situações diversas (como a proclamação da República em 1889) fizeram obscurecer seus objetivos.
Esta Obra foi reorganizada oficialmente em 1955, quando foi nomeado Diretor Nacional das POM o Pe. Paulo van de Zandt, C.S.Sp.
Segundo a ata da reunião acontecida em 16/03/55, o Brasil precisa especialmente desta Obra Pontifícia. Ela faz e desperta as crianças para o trabalho missionário com outras crianças. As crianças mais favorecidas ajudam assim as crianças mais abandonadas. Com esta atitude, abrem seus corações para largos horizontes de caridade e humanidade, ajudando-as no desenvolvimento de qualidades e reações mais generosas e espontâneas. A elaboração do estatuto, como centro nacional para coordenar e reorganizar a Obra em todo o território nacional, foi o fruto desta reunião.
A celebração dos 150 anos de fundação (1993) motivou a realização do Primeiro Encontro Latino-Americano da Infância Missionária, nos dias 12 a 16 de julho de 1993, em Cali – Colômbia. Esta celebração jubilar foi o sopro do Espírito de Deus que fez arder a "chama fumegante" da Infância Missionária no Brasil. Os 20 assessores e assessoras e as 6 crianças, que participaram do encontro em Cali, ao regressar, assumiram os compromissos propostos e iniciaram a reorganização da Infância Missionária.
O Segundo Encontro Latino-Americano da Infância Missionária realizou-se em Caracas – Venezuela, nos dias 5 a 9 de fevereiro de 1995. Ajudou a firmar as linhas de ação e a metodologia da Infância Missionária. Os dois participantes do Brasil assumiram o seguinte compromisso:"Dar continuidade ao trabalho que se está desenvolvendo em diversas dioceses com as crianças, conforme os objetivos, metodologia e espiritualidade da Pontifícia Obra da Infância Missionária. Há necessidade de apoiar os agentes da Infância Missionária promovendo encontros e proporcionando meios de formação específicos da atividade missionária.
Destacar a importância da animação, formação, organização e coordenação diocesanas, regionais para chegar a uma equipe responsável, em âmbito nacional".
Primeiro Encontro Nacional e o COMLA 5
As iniciativas desenvolvidas, após o encontro de Cali, principalmente pelas crianças que participaram, começaram se espalhar e se multiplicar. Sentiu-se a necessidade de realizar um Encontro Nacional para conhecer estas iniciativas, comunicar as experiências, firmar a mística, a metodologia, os conteúdos... que estavam sendo adotados. Este Encontro aconteceu nos dias 9 a 11 de junho de 1995, em São Paulo. Participaram crianças e assessores representantes de diversas dioceses do Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Além do conhecimento e troca de experiências, procurou-se, neste encontro, definir o específico da Infância Missionária. Encaminhou-se uma coordenação nacional e marcaram-se outros encontros regionais e o 2º Encontro Nacional a acontecer, em Vitória – ES, julho de 1996, durante o XIII Congresso Eucarístico Nacional.Em novembro de 1995, aconteceram Encontros regionais, em Vitória – ES e em Curitiba – PR, e em junho de 1996, em Recife para o grande nordeste.
Outro grande incentivo que ajudou a redespertar a Infância Missionária, no Brasil, foi a celebração do COMLA 5. A experiência apresentada num Bloco Temático motivou o interesse de vários participantes. Regressando às suas Comunidades começaram a organizar a Infância Missionária. Todo o processo de preparação deste COMLA foi outro sopro do Espírito na "mecha fumegante" que impulsionou a organização e o crescimento da Infância Missionária em muitas paróquias e dioceses.
Segundo Encontro Nacional
Realizou-se, em Vitória – ES, o Segundo Encontro Nacional da Infância Missionária, nos dias 10 a 12 de julho de 1996. Participaram 270 assessores e crianças procedentes de 32 dioceses, representando 11 Regionais da CNBB, sendo 129 assessores (as) e 141 crianças. Os objetivos foram: aprofundar o conhecimento da história, metodologia, cooperação e espiritualidade da Infância Missionária; partilhar experiências de reorganização da Infância Missionária, destacando o protagonismo das crianças na evangelização e na solidariedade universal; refletir sobre a Eucaristia e a sua força para a Infância Missionária; definir prioridades e compromissos.
Na prospectiva deste Segundo Encontro destacaram-se os aspectos importantes para a Infância Missionária, no avançar da caminhada e os pontos de esperança. Viu-se também as dificuldades e os pontos positivos e estabeleceram-se prioridades e compromissos.
Prioridades: repasse do Encontro Nacional da Infância Missionária; planejar as reuniões observando as Diretrizes e Orientações Gerais; formação de novos grupos; cursos de formação para animadores e assessores; conscientização missionária dos bispos, padres e famílias; conseguir recursos financeiros; valorizar mais as crianças; troca de experiências e o intercâmbio entre os Regionais e Dioceses; formar grupos de Propagação da Fé.
Compromissos: formar líderes missionários infantis; planejar uma divulgação e organização da Infância Missionária em âmbito de paróquia atingindo-as todas (assumido pelos grupos de Infância Missionária); evangelizar mais crianças (fazer acontecer a Infância Missionária onde ela não existe); evangelizar além-fronteiras; vivenciar a ação missionária: Fé e ação; providenciar os relatórios dos encontros e endereços dos participantes; formar equipe (arqui) diocesana; fazer convite corpo-a-corpo nas paróquias, escolas e nos meios de comunicação, com a finalidade de tornar conhecida a Infância Missionária, usando folhetos e outros; divulgar subsídios para a revista da Infância Missionária Nacional (Revista Nacional); assumir, em nível paroquial, a divulgação e assinaturas da revista.
Nesse 2º Encontro Nacional foi lançado o livro: "Infância Missionária: Diretrizes e Orientações", com várias edições e hoje substituído pelo Kit do Assessor.
EFAIMs: Encontro de Formação para Animadores da Infância Missionária
Em novembro de 1996, os membros (6) da Coordenação Nacional da Infância Missionária, participaram, em Quito – Equador, da Escola de Animadores Missionários, primeiro nível (ESAM 1). Um dos objetivos deste Encontro foi concretizar o "efeito multiplicador". Foi o que aconteceu. Estes encontros de formação receberam, entre nós, o título de EFAIMs: Encontros de Formação para Animadores da Infância Missionária.Os EFAIMs têm como Objetivo Geral: oferecer aos Assessores/as da Infância Missionária capacitação teológico-espiritual, psicopedagógica e metodológica para realiza melhor a missão de animação missionária junto às crianças da Infância Missionária.
Os Objetivos Específicos são: conhecer dados da realidade sócio-político-econômico e religiosa, de maneira especial das crianças no Brasil e a História da Infância Missionária; proporcionar trocas de experiências de trabalho com a Infância Missionária; motivar assessores(as) da Infância Missionária para a necessidade de despertar nas crianças o espírito missionário universal; favorecer a consciência de ajuda mútua entre os animadores; promover e incentivar a coordenação e a articulação em nível diocesano da Infância Missionária; envolver as crianças para que exerçam seu protagonismo na evangelização rumo ao Novo Milênio.
No ano de 1997, foram realizados três encontros nas grandes regiões: Nordeste, em Recife, Sul em Curitiba, Centro-Leste, Niterói. Em 1998, foram realizados 9 EFAIMs de 1º nível e 2 EFAIMs de 2º nível. E assim os EFAIMs foram sendo multiplicados Brasil afora.
O maior "efeito multiplicador" acontece, após os EFAIMs, por meio dos repasses dos conteúdos pelos participantes a outros assessores/as nas respectivas comunidades.
São oferecidos os seguintes conteúdos: conjuntura da realidade sócio-política, econômica e religiosa e das crianças; fundamentos teológicos da missão; princípios psicopedagógicos; espiritualidade, teoria e experiência prática; história, mística e metodologia da Obra da Infância Missionária.
Todo este trabalho caminha rapidamente porque os assessores/as compreenderam a finalidade, metodologia, espiritualidade, mística e carisma da Infância Missionária.
Metodologia
Para entendermos a metodologia é necessário olharmos a pedagogia de Jesus. Jesus, primeiramente, mostrou, em sua vida, a presença da misericórdia e do poder salvífico de Deus. Compreendeu cada um dos apóstolos, dos discípulos e discípulas na sua identidade e em circunstâncias bem concretas: Acolheu, criou relações de amizade, ajudou, perdoou, consolou, fortaleceu, abençoou, serviu até o extremo de oferecer sua vida. Os discípulos e discípulas perceberam e vivenciaram esta experiência de serem chamados e de se sentirem amados.
1º. Jesus, antes de tudo, se esforça para compreender a situação do ouvinte. Antes de falar, faz-se amigo. Compreende a pessoa e procura conhecê-la, amá-la e ajudá-la em suas dúvidas, necessidades e interrogações.
2º. Jesus procura convencer o seu ouvinte ajudando-o a descobrir uma nova realidade ou a interpretá-la de um modo novo. Jesus parte para a experiência vivida. Ele quer a comunhão com os irmãos para que todos vivam em família, em comunidades. Sua pedagogia não se finaliza com a pessoa isoladamente. É uma pedagogia para a missão. Cada pessoa torna-se discípulo de Jesus com o objetivo de "ir e fazer discípulos/as". "Vai e anuncia aos irmãos e irmãs".
3º. Jesus quer a conversão, a mudança de atitudes para uma vida de alegria. Jesus quer que todos descubram a alegria da Boa Nova do Reino. A descoberta de um tesouro provoca uma grande alegria, necessariamente, partilhada com irmãos e irmãs (cf. Boa Nova já chegou, p 40s).
Esta metodologia, na Infância Missionária, vai acontecendo por meio de Encontros dos grupos de crianças. Os Encontros são semanais e se desenvolvem, de forma orgânica, em quatro áreas, que correspondem às etapas ou áreas da formação missionária e do seguimento de Jesus.
1ª área: Realidade Missionária - é a reflexão e o contato direto com a Palavra de Deus para que as crianças e pré-adolescentes amadureçam na fé e no conhecimento da pessoa, da vida e obra de Jesus, da Igreja e da missão. As crianças aprendem os elementos básicos do ser missionário.
2ª área: Espiritualidade Missionária - é o esforço de assimilar, viver e celebrar o que se aprendeu na catequese missionária. Todos procuram tornar-se parecidos com Jesus na vivência da Palavra, assumindo na vida o estilo de viver de Jesus: seus sentimentos , atitudes, opções.... Existem muitas formas de realizar este encontro: oração, reflexões, retiros, celebrações da palavra, representação de passagens bíblicas, celebração da Eucaristia, reflexões pessoais...
3ª área: Compromisso Missionário - quer encaminhar ações concretas. As crianças, os pré-adolescentes e os assessores procuram colocar em prática o que aprenderam nos encontros anteriores. É o serviço e o testemunho. É o encontro que leva a sair e evangelizar, comunicando o que foi aprendido e vivido. Leva a perceber as necessidades das outras crianças pobres, abandonadas e excluídas, experimentando o mesmo amor e misericórdia de Jesus que acolheu as crianças e foi em busca da ovelha perdida.
4ª área: Testemunho de Grupo - É a concretização comunitária da Palavra, testemunhando "a unidade para que o mundo creia" (Jo 17,21). Trata-se de promover a comunhão, fortalecendo comunidades eclesiais vivas, dinâmicas e missionárias. Cria mais unidade, fraternidade e ajuda mútua. É crescer juntos como amigos de Jesus. É também o momento de revisar a vida do grupo. Pode-se realizar diversos tipos de confraternizações, passeios, festas familiares, jogos, concursos, celebrações dos aniversários, festas litúrgicas etc...
Realizada esta 4ª área, retomam-se a mesma dinâmica: realidade missionária, espiritualidade missionária, compromisso missionário e testemunho de grupo.
Este é um processo cíclico e dinâmico que vai configurando a criança da Infância Missionária como um verdadeiro missionário (a), que inicia escutando a Palavra, passa para a vivência pessoal, que se transforma em compromisso correspondente e reativa e firma a comunhão para a missão.
Enfim, é o bom discípulo/a que escuta a Palavra, a põe em prática e faz discípulos para Jesus. A Palavra de Deus é sempre fundamental: Escuta-se na realidade; vivencia-se na espiritualidade; pratica-se no compromisso missionário e testemunha-se na comunhão comunitária.
A formação missionária ajuda ser, viver, servir como verdadeiros missionários/as sempre e em todos os lugares, para todo o mundo, com a presença de Jesus em todos os tempos. É necessário ter sempre presente as circunstâncias e necessidades concretas de cada grupo ou comunidade.
Uma forma de acompanhar este processo formativo missionário é dar um espaço de tempo determinado, por exemplo: uma semana para cada encontro, realidade, espiritualidade, compromisso e testemunho de grupo.
O encontro semanal será sempre um ponto de chegada e um ponto de partida no seguimento de Jesus. Cada encontro é diferente do anterior, pois será sempre um novo passo no discipulado. Por isso, a formação que as crianças recebem na Infância Missionária será sempre um complemento sob o enfoque missionário universal daquilo que as crianças recebem na família, na escola, na catequese, na paróquia. Mas o objetivo é que as crianças cresçam na corresponsabilidade missionária universal e sejam missionários/as das crianças e, por meio delas, nas famílias, nas escolas, na comunidade e para todo o mundo.
Por isso, não chamamos "reuniões", mas "Encontros", que continuam na vida pessoal e comunitária sem fronteiras, durante toda a semana. Esta metodologia indica que "Evangelizar com renovado ardor missionário..." é tarefa gratificante, que nunca se conclui, pois "ainda existe longo caminho a percorrer" (1 Reis 19,7).
Formação dos grupos
Os grupos na Infância Missionária são a base desta Obra das crianças. Eles formam-se a partir do conhecimento dos Doze Passos para a Implantação da IM pelos assessores/as. Faz parte do processo a ampla divulgação do que é a Obra da Infância Missionária e depois convidar as crianças para participar.
É bom ter presente que a criança faz uma opção livre para integrar o grupo da Infância. Os grupos da Infância Missionária são formados de 12 crianças. Este é um número simbólico pois lembra os 12 Apóstolos, aos quais Jesus confiou a missão da evangelização até os confins do mundo. Participam dos grupos crianças e pré-adolescentes dos 7 aos 14 anos, que o desejarem,. Devem gostar e mostrar interesse para concretizar as finalidades e os objetivos desta Obra.
Cada grupo escolhe uma criança coordenadora que dirige os encontros, distribui as atividades com outras crianças. O assessor/a (pessoa adulta) prepara os encontros com a criança coordenadora. E como as crianças são capazes, elas mesmas coordenam os encontros semanais. Esta é outra grande característica dos grupos da Infância Missionária: o exercício de seu protagonismo.
Como bem diz o Papa João Paulo II: "As crianças são os pequenos grandes missionários". O importante é nós chegarmos junto às crianças! Elas são capazes de evangelizar e possuem um enorme potencial. Nós, evangelizadores e evangelizadoras, devemos ir até às crianças, trazê-los "para o meio", como fez Jesus, e aprender delas o caminho, o jeito... de evangelizar com renovado ardor missionário. As crianças é que estão a nos perguntar: O que estamos fazendo sem as crianças? Que evangelização é esta que não se abre, cada vez mais, à universalidade e à solidariedade? Abrir os horizontes, perceber com as crianças a universalidade da Missão. O mundo é mais amplo do que nossa comunidade.
Como fazer discípulos/as para Jesus e construir um mundo mais justo e fraterno sem os prediletos de Jesus, as crianças? Este é um trabalho prioritário e programado que cresce e se fortalece na integração das forças e recursos das Pontifícias Obras Missionárias, Dimensão Missionária da CNBB, COMINA, COMIREs, COMIDIs, COMIPAs...
A evangelização não será completa sem a presença e ação evangelizadora das crianças. Este é o grande compromisso da Igreja missionária. |
Carlos Augusto María de Forbin-Janson, de uma nobre família ao sul da França, nasceu em Paris aos 3 de novembro de 1785. Em 1805, antes de completar 20 anos, foi nomeado auditor do Conselho do Estado. Era um jovem muito competente e talentoso. Poderia aspirar, legitimamente, uma linda e ambiciosa carreira pelo mundo. Mas, sem hesitar, aos 23 anos largou tudo para ingressar no Seminário. Viu-se chamado ao sacerdócio numa época em que a situação da Igreja na França era, particularmente, muito delicada. O imperador francês estava numa luta aberta com o Papa. Foi ordenado sacerdote em 1811.
Carlos de Forbin-Janson sempre foi um grande pregador missionário e de retiros. No dia 24 de junho de 1824, aos 39 anos, foi nomeado bispo de Nancy e Primado de Lorena. Este foi o princípio de inúmeras dificuldades pois teve de abandonar a diocese por questões políticas, em 1830. Em diversas ocasiões e em distintas maneiras manifestou o desejo de permanecer fiel para com a Igreja Católica Romana, colocando-se inúmeras vezes à disposição do Papa.
Possuía grande ardor pela vocação missionária. Em colaboração com o Pe. de Rauzan, do clero diocesano, fundou a Missão da França e percorreu todo o país fazendo pregações missionárias, sempre com muito zelo e talento. Um artigo publicado em Marsella sobre Forbin-Janson afirma: "Zelo apostólico extraordinário, eloqüência nas pregações. Improvisações com muita facilidade e grande domínio da Sagrada Escritura... Homem de puro estilo missionário. Sua dedicação às pessoas durante as missões pela França era imensa. Tanto de dia, como de noite, sempre encontrava-se disposto a servir, desde os mais pobres até os mais afortunados, inclusive diante do rei e da família real. Sua caridade não tinha limites". Como sacerdote e bispo, sempre sentiu-se impulsionado pelos sinais dos seus tempos, inspirado por iniciativas em favor da atividade missionária da Igreja. Vivia uma espiritualidade missionária.
Por motivos políticos não pôde mais residir em Nancy. Tentou viajar para o Oriente (China), mas não conseguiu. Viajou, então, ao Canadá e Estados Unidos onde permaneceu pregando o Evangelho. Forbin-Janson colaborou com inúmeros bispos da França, Canadá e Estados Unidos em seus trabalhos missionários. Muito preocupado com as crianças, encontrou-se em Lyon (1843), com Paulina Jaricot (fundadora da Obra de Propagação da Fé) que o apoiou plenamente no seu projeto de ajuda às crianças do mundo inteiro, através do lema: "criança ajuda e evangeliza criança".
O Projeto cresceu e, aos 19 de maio de 1843, a primeira Direção da Obra fixou os seguintes objetivos: salvar as crianças da morte e da miséria; batizá-las e dar-lhes educação cristã; prepará-las para serem apóstolas das crianças: criança ajuda e evangeliza criança. No dia 03 de novembro, um ano após a fundação desta Obra, morre Forbin-Janson.
Em maio de 1845, a Obra da Infância Missionária já estava organizada em 61 dioceses da França. Somente esta Obra teve o privilégio de ser fundada por um bispo e isto, em parte, talvez explique seu crescimento e expansão tão rapidamente, num espaço de tempo tão curto. O crescimento continuou não só em países da tradição católica, mas também em nações e territórios de missão. Os primeiros padres nativos de Uganda, ordenados em 1913, foram membros desta Obra, quando crianças. |