Mês Missionário ajuda a continuar Campanha da Fraternidade

Mês Missionário ajuda a continuar Campanha da Fraternidade

O mês de outubro, dedicado pela Igreja às missões, chega ao fim, nesta quarta-feira, 31, com diversas atividades realizadas Brasil afora e uma proposta de levar a promoção da paz a todos os ambientes nos quais os batizados, chamados à missão, estão inseridos. O bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Esmeraldo Barreto de Farias, fez uma avaliação deste momento com destaque para a novena missionária e a reflexão sobre a missão.

hojeCom o tema “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, a Campanha Missionária deste ano esteve em sintonia com a Campanha da Fraternidade, cuja temática foi a superação da violência. Ambas iniciativas assumiram como lema a passagem bíblica “Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8).

“Este mês nos ajuda a continuar a campanha da Fraternidade”, avalia dom Esmeraldo. Para ele, o tema “nos faz dizer que as situações que geram violência ou as situações que são consequência de violência institucionalizada precisam ser sanadas, precisam ser curadas pela paz que o próprio Cristo nos traz”.

E a missão torna possível o encontro com Jesus, que é a paz, ensina dom Esmeraldo, citando a carta de São Paulo aos Efésios: “ele é a paz e ele nos convida para que sejamos portadores da paz. Que esse mês missionário possa ter continuidade nas ações das comunidades, dos cristãos que estão trabalhando na sua profissão e assim possamos ser esses que carregam no coração aquela grande bem-aventurança, ‘bem-aventurados os pacíficos porque serão chamados filhos de Deus’”.

O testemunho dos cristãos no ambiente de trabalho e em outras realidades nas quais estão inseridos também foram destaque na avaliação de dom Esmeraldo sobre este Mês Missionário. Para o bispo, Jesus chama à missão não só para falar, mas “para que nós possamos ser testemunhas pelo nosso modo de ver, pelo nosso modo de comportar, pelo nosso modo de lutar. O nosso estilo de vida nos diz se estamos sendo missionários ou não”.

É neste sentido que dom Esmeraldo também ressalta as reflexões missionárias suscitadas nesta oportunidade, ampliando a visão relacionada a esta atividade da Igreja: Até uns anos atrás, quando se falava em missão, se pensava em primeiro lugar naqueles missionários que vinham de fora, de outros países religiosas, religiosos, padres ou bispos que vinham. Mas agora essa consciência de que cada pessoa batizada é chamada a viver a missão. E a vivencia da missão não só enquanto estou na comunidade eclesial, mas também quando estou no meu trabalho profissional”.

Esta reflexão sobre a missão que abre à compreensão de que cada pessoa batizada é chamada a ser missionária também se encontra na novena missionária, que é a principal ação comunitária do Mês Missionário. Milhares de comunidades em todo país foram mobilizadas para a celebração dos encontros. As Pontifícias Obras Missionárias (POM) encaminharam 250 mil exemplares do livrinho às comunidades.

“E essas novenas são realizadas de ponta a ponta do Brasil. E é uma forma de reunir as pessoas para a oração e nessa oração fazer a meditação da Palavra de Deus e a reflexão sobre a missão em suas várias faces”, explica dom Esmeraldo.

Em cada um dos encontros da novena, foram apresentadas estas faces da missão com testemunhos e realidades diversas encontradas no Brasil. O presidente da Comissão para a Animação Missionária da CNBB destaca a atenção dada no material, tanto impresso, quanto em vídeo, a dimensões e setores especiais da missão na Igreja.

Sonia-Alzira-ChiquitanaSegundo dom Esmeraldo, ao abordar a juventude, a novena ajuda na compreensão de que os jovens também são chamados a viver a missão. A abordagem amazônica está situada a partir dos povos originários, com o testemunho da religiosa indígena Sonia Alzira Tossué Muquissai, pertencente ao povo originário Chiquitanos, de Porto Esperidião (MT).

“Esta jovem compreende de tal forma a missão que acolhe o chamado de Deus para ser uma religiosa a serviço do seu povo. Isso é muito bonito, mostrando que o ingresso dela na vida religiosa não a afasta da cultura, da realidade, do seu povo indígena, ao contrário, mas ajuda a dar uma visão mais ampla do sentido da luta do povo, pela terra, pela sua cultura e mostrando como encontro com Jesus Cristo a faz ainda mais integrada no seu povo”, comenta dom Esmeraldo.

O presidente da Comissão para a Animação Missionária da CNBB também destaca a participação dos cristãos leigos e leigas em iniciativas missionárias, como aponta um dos encontros. Para dom Esmeraldo é muito importante a descoberta de que o missionário ou a missionária não é alguém que está só cuidando de setores dentro da Igreja, como a catequese e a liturgia, mas está voltado para sua integração na vida da sociedade, “afinal de contas o Reino de Deus que Jesus veio proclamar é o reino que é ação de Deus que nos convida para que nós possamos ser sinais desse amor, dessa misericórdia de Deus que transforma as realidades em que nós estamos”.

Fonte: CNBB

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