Médicos pedem ajuda para refugiados

Médicos pedem ajuda para refugiados

Perante os casos de refugiados que vivem em tendas na Grécia, com temperaturas negativas, os Médicos do Mundo pedem soluções urgentes aos líderes europeus

Os responsáveis pela organização Médicos do Mundo (MdM) alertam para as condições de saúde dos refugiados nos campos gregos, devido às baixas temperaturas características do inverno. Em comunicado, os membros desta ONG pedem à União Europeia (UE), à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao governo grego que trabalhem de forma «intensa e rápida» para tirarem os refugiados do frio e para «cumprirem as suas responsabilidades humanitárias, arranjando lugares decentes para os refugiados viverem».

grecia_refugiados_criancas_05202680Os MdM estão presentes em 28 zonas da Grécia e indicam que nos últimos três anos, as temperaturas durante a noite «desceram imenso» nos campos onde trabalham. Em alguns campos do norte da Grécia, os médicos indicam que as temperaturas «chegaram aos sete graus negativos».

«Estas temperaturas já seriam suficientemente más para pessoas que vivem em casas, mas estes homens, mulheres e crianças estão a dormir em tendas, em campos que não têm aquecimento, onde o fornecimento de eletricidade não é confiável e assim, mesmo os que têm mais sorte e têm os seus próprios aquecedores, não conseguem aquecer-se por muito tempo», demonstram os membros da ONG.

De acordo com Nikolaos Marinos, coordenador médico da associação MdM, nos últimos dois meses, os membros da organização têm visto «mais crianças e pessoas idosas com infecções respiratórias devido à exposição ao frio e à humidade». «O risco aumenta ainda mais porque as pessoas nos campos estão a viver em espaços extremamente pequenos e num contacto muito próximo com outros indivíduos e famílias. Assim, o risco de epidemia, dentro do campo é muito alto», acrescenta o profissional.

Sem aquecedores, as pessoas colocam as suas vidas em risco para tentarem aquecer. Exemplo disso é o caso de uma mulher e dos seus dois filhos que ficaram «gravemente queimados no campo de Oreokastro, no norte do país, num incêndio que teve como origem o equipamento de cozinha que usavam para se aquecerem».

A sensação de impotência perante os problemas dos campos refugiados é comum a muitos. «A única coisa que podemos fazer quando está frio é acender fogueiras. É perigoso e espalha o fumo. Portanto fazemos as fogueiras no exterior. Mas quando entramos nas tendas, estas estão muito frias para dormirmos, portanto também temos que acender dentro das tendas. Nunca vimos condições de vida tão más. Nunca pensámos que seríamos abandonados desta maneira», lamentou Ahmed, um refugiado de Azaz, na Síria, que vive atualmente no campo de Redestos, um armazém no norte da Grécia.

Fonte: Fátima Missionária

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