Juventude Missionária realiza sua III Jornada Diocesana de São Mateus (ES)

Juventude Missionária realiza sua III Jornada Diocesana de São Mateus (ES)

Aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de julho, a III Jornada Diocesana da Juventude Missionária (JM) na diocese de São Mateus (ES), que neste ano trouxe o tema “Juventudes e Sociedades” inspirado na Jornada do Jovem Missionário 2018. O encontro aconteceu na paróquia Arcanjo São Gabriel, na cidade de São Gabriel da Palha, noroeste do Espírito Santo e reuniu cerca de 100 jovens. Sob o lema “Chegou junto dele, viu e se encheu de compaixão. Aproximou-se dele e tratou suas feridas” (Lc 10, 33-34), os jovens participaram de orações missionárias, formações, visitas à famílias, comunidades, projetos e instituições sociais, além da caminhada pelos mártires.

jm3Na sexta (20), os jovens iniciaram o encontro com a oração da cruz, num lindo lucernário, sob mantras e leitura orante, quando puderam meditar sobre seu serviço de jovens discípulos missionários de Jesus na Igreja e sociedade.

No sábado (21), pela manhã, foi trabalhado o tema “Juventudes e Sociedades e o papel da IAM e JM na evangelização juvenil”, em uma formação que também teve como público os catequizandos da comunidade matriz. Em seguida, outra formação levou os jovens a refletirem a “Igreja e Sociedade”. Nessas formações, os jovens puderam meditar e aprender com ritos e danças circulares sagradas da África e Ásia. À tarde, partiram em missão visitando famílias e comunidades, quando puderam falar da IAM e JM para os catequizandos, principalmente; o Projeto Casa-Lar que abriga menores em situação de risco social; a Casa do vovô, que cuida de idosos rejeitados pelas famílias; e o Centro de Detenção Provisório da região.

No domingo (22), os jovens partiram em caminhada fazendo memória dos mártires e rezando o testemunho profético desses homens e mulheres que doaram suas vidas por causa do Evangelho em favor da vida dos pobres e excluídos da sociedade. Mártires reconhecidos e ainda não reconhecidos pela Igreja; da diocese, do estado, do país e da américa latina, como o Valdício, Paulo Damião, Pe Ezequiel, Ir. Doroth e Dom Oscar Romero. A caminhada terminou no projeto social mantido pela Cáritas paroquial em um bairro carente que cuida de crianças e adolescentes por meio da música e do esporte.

jm5O jovem missionário Robson, da paróquia de São Daniel comboni, destaca a importância do encontro: “a jornada é muito importante pois é uma oportunidade para nós jovens conhecermos outras realidades e interagirmos com outros jovens, famílias e comunidades, e isso ajuda na nossa formação missionária”.

Outra jovem missionária, a Mariana da paróquia do Senhor Bom Jesus, comenta a importância do encontro ao falar sobre as visitas missionárias, ela que visitou o Centro de Detenção Provisório (CDP) da região, localizado no município vizinho de São Domingos do Norte: “a experiência que tive ao visitar o CDP me fez quebrar paradigmas . Tivernos a oportunidade de rezar com os 20 detentos, o que foi pra mim uma surpresa pois tinham o direito de não nos receber, mas escolheram ficar junto da gente para conversar e rezar, inclusive demostrando gestos de muita fé. Nas conversas, nos agradeciam e pediam que voltássemos mais vezes, que eles precisam de palavras de ânimo, conforto e carinho, e que são poucos os que vão visitá-los. Isso me fez pensar o quanto precisamos estar atentos à sociedade, ao outro, o quanto a igreja precisa de missionários”.

O encontro também integrou momentos dedicados à Infância e Adolescência Missionária (IAM) considerando que IAM e JM são sujeitos de idades diferentes mas que fazem parte do mesmo processo. Agda, assessora da IAM na paróquia de São José Operário, destaca a necessidade dessa integração: “é muito importante que as Obras caminhem juntas, inclusive nos encontros, porque ambos têm a mesma finalidade que é construir uma consciência missionária universal em toda a Igreja, começando pelos mais jovens, tornando-os protagonistas”.

jm1Nessa linha, a pequena Lorena, de 11 anos, participante do encontro e membro da IAM da paróquia de São Daniel Comboni, testemunha: “achei muito legal a Jornada da JM. Foi muito bom as visitas pois nos aproxima da realidade do outro, nos humaniza mais. Essa é a pedagogia de Jesus: ir ao encontro do outro. E nestas idas, muitas vezes recebemos mais do que damos, mas precisamos nos envolver mais, participar mais, ouvir mais para nos doar mais. Agradeço à JM por ter dado a oportundiade à IAM de participar deste momento tão rico”.

A caminhada pelos mártires, outro momento do encontro, fez refletir a Missão e Profecia que também foi tema trabalhado no V Congresso Americano Missionário que aconteceu neste mês de jullho, na Bolívia. Ir. Cândida, missionária comboniana em missão na paróquia de São Mateus falou da caminhada: “para mim, a caminhada foi o ápice da jornada porque caminhar pelos mártires é fazer memória do testemunho mais eloquente, o martírio”. Ela que viveu de perto o martírio de Pe. Ezequiel Ramin quando trabalhava na mesma diocese do Padre, em Ji-Paraná, se emocionou ao caminhar: “tal grau de testemunho sempre me questiona e desafia, e estes momentos de reflexão acompanham minha caminhada, me desafiam ao compromisso com a justiça e a vida plena para todos, sobretudo para os indefesos”. Ela ainda completa: “senti grande alegria e gratidão ao caminhar junto com esses jovens comprometidos com a causa do reino fazendo memória dos nossos profetas de hoje. Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos dá profetas destemidos e revestidos da Tua força e graça”.

O jovem Pe. João Batista, assessor do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), lembrando Papa Francisco, avaliou o encontro: “a jornada da JM nos proporcionou a alegria de sermos essa igreja em saída, misericordiosa, com os pés sujos da poeira da estrada e de portas abertas para receber e enviar. Tivemos a oportunidade de encontrar irmãos nos diversos ambientes da sociedade. A missão nos humaniza, nos aproxima do outro e enche nosso coração de esperança. A minha alegria maior é ver nossos jovens nesse processo de formação em autênticos cidadãos com consciência crítica trazendo na veia o sangue do protagonismo e o sonho de construir um mundo justo, humano e fraterno, e com o coração aberto a essa convocação de jesus cristo ‘ide pelo mundo e anunciai a boa-nova”.

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