Jovens mostram que a Missão não tem fronteiras

Jovens mostram que a Missão não tem fronteiras

Essa experiência colocou na boca de cada jovem o gostinho do que significa ser enviado, uma amostra do que é viver a missão

Itapebuçu é um distrito de Maranguape, município a 60 quilômetros de Fortaleza no Ceará. Foi nesse pedacinho do Sertão, que 85 jovens de 20 estados do Brasil e representantes do Paraguai, realizaram a II Missão Sem Fronteiras da Juventude Missionária (JM). Promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) a Missão aconteceu, nos dias 12 a 22 de janeiro, em 37 comunidades da paróquia São Miguel Arcanjo. No final, a juventude abriu o coração para falar sobre o significado da experiência.

DSC_3647“Aqui os jovens puderam vivenciar não somente as dificuldades, mas também a fé, a esperança e a partilha do povo sertanejo”, relatou Lucas Guerra, um dos organizadores da Missão. O jovem cearense destacou a importância de acolher colegas de todo o Brasil para experimentar a realidade da seca do Serão e constatar o que até agora só haviam visto pela televisão. “Estamos felizes. Foi um momento de muita realização que, com certeza, dará frutos bonitos na vida da Juventude Missionária de todo Brasil”, avaliou Lucas.

Abel Ivan Lezcano veio do Paraguai e enfrentou o desafio da língua e da cultura. “Foi uma experiência incrível que não vou esquecer jamais. Deus me deu essa oportunidade de levar a sua Palavra mesmo não sendo digno, Ele me escolheu e me leva para onde quiser e eu digo sim como Maria disse. Aqui fiz muitos amigos, conheci muita gente que me tratou como irmão e me senti em casa”, contou o jovem.

A colega Gisela Ibarra Barreto, também deixou o seu país e pela primeira vez provou a missão além-fronteiras. Ela viajou de Encarnação no Paraguai. “Foi marcante por que percebi que não temos fronteiras para transmitir o amor de Deus. Não devemos ter medo de sair da nossa terra, dos apegos, para ir ao encontro dos irmãos. Tocou-me a mensagem do papa Francisco: ‘sai da tua terra’. Eu deixei o medo de lado e saí. Decidi sair e mesmo não conhecendo a língua pude abraçar e compreender os problemas da comunidade e fazer parte de suas cruzes”, afirmou Gisela demonstrando solidariedade.

A MSF 4A Missão contemplou formação, visita às famílias, atividades religiosas e oficinas sobre “Cidadania e Direitos Humanos”, “Educação Ambiental” e “Saúde Comunitária”.

Maria Josiane da Costa, da arquidiocese de Natal (RN), há três anos coordena a JM no Rio Grande do Norte. “Essa experiência é muita significativa na caminhada da JM do Brasil. Temos 10 anos de história e essa é a segunda experiência. Queremos que se realize a cada ano porque é um espaço de comunhão, integração e fortalecimento da identidade e do carisma da JM”, comentou.

Esse intercâmbio é um dos maiores valores da Missão. “Vemos que não estamos sozinhos, mas que em cada parte do Brasil existe essa experiência. A gente traz tudo para a realidade e quem recebe ganha muito. Mas nós recebemos muito mais do que damos e isso nos faz crescer. Entramos em contato com realidades que a gente nem imagina, então passamos a valorizar mais a nossa cultura, o nosso jeito, a nossa gente, o nosso Estado, o trabalho nas bases”, complementou Josiane.

Na opinião do representante da JM daA MSF 2 diocese de Macapá (AP), Angley Pantoja Pinheiro, a missão Sem Fronteiras leva a olhar o outro. “Aprendemos a ser aquele que necessita, deixando de lado o nosso comodismo, o egoísmo, para partilhar as alegrias, tristezas, dificuldades do povo. Realizamos o que disse Jesus Cristo: ‘amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei’. Então, se nós pudermos amar o outro é a Jesus Cristo que estamos amando”.

Já o coordenador da JM no Estado do Espírito Santo, Solivan Altoé, participou pela segunda vez. Ele destacou o protagonismo dos jovens. “É impressionante pensar como nós tivemos essa capacidade de deixar os nossos estados, nossas famílias e comunidades. E aqueles que deixaram seus países, como é o caso dos nossos quatro amigos do Paraguai, para passarmos aqui com as comunidades de Itapebuçu, partilhando nossas vidas com eles. Foi muito bacana perceber o protagonismo da juventude na missão e ver que, diante de cada situação eles puderam dar uma resposta”.

Para Solivan, a missão foi marcada por surpresas justamente para que os jovens pudessem colocar em prática o seu A MSF 5protagonismo. “Essa experiência colocou na boca de cada jovem o gostinho do que significa ser enviado, uma amostra do que é viver a missão. Então, numa grande fraternidade, nós pudemos colocar em prática um pouco daquilo aprendemos seguindo Jesus Cristo, daquilo que está nos evangelhos, na vida de Jesus, a justiça, o amor, a escuta, a sensibilidade aos menos favorecidos e a promoção humana. Acredito que nós da JM estamos no caminho certo em um processo onde a gente vai se educar à mundialidade como uma só família no amor”, concluiu.

Com esse espírito, a Juventude Missionária, onde muitos integrantes iniciaram o caminho da missão nos grupos de Infância e Adolescência Missionária (IAM), renova a esperança de que a Igreja no Brasil, em breve, se abra decididamente para uma missão mais ousada, além-fronteiras, no meio dos povos em outros continentes. A missão não tem fronteiras.

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