Intenção Missionária
A Força da Oração
Comentário da Intenção Missionária do mês de julho de 2010
A fim de que os cristãos se esforcem para oferecer em toda parte, especialmente nos grandes centros urbanos, uma válida contribuição para a promoção da cultura, da justiça, da solidariedade e da paz.

Comentário da Intenção Missionária indicada pelo Papa para o mês de julho de 2010,
aos cuidados da Agência Fides (Roma)
O mundo contemporâneo vive em constante mudança. Os fenômenos econômicos, a industrialização, a revolução tecnológica, produziram grandes transformações nas estruturas sociais, tanto no âmbito individual quanto familiar. Verificam-se grandes migrações que concentram milhões de seres humanos nos arredores dos centros urbanos, cujas áreas periféricas são geralmente marcadas pela pobreza e pela falta de estruturas de base. Paradoxalmente, também nas áreas urbanas caracterizadas por uma economia forte, constata-se com frequência o individualismo e a solidão mais dolorosa. As relações interpessoais desumanizam-se, tornando- se frias e impessoais.
Toda esta realidade necessita ser evangelizada! As grandes cidades são sempre mais cosmopolitas, e tornam-se agregados de raças diferentes, de culturas diferentes. Em muitas cidades de tradição cristã antiga, não existe atualmente uma situação social de cristandade, de valores baseados no Evangelho. De qualquer forma, com a globalização, toda cidade e todo povo tornaram-se imagem do mundo, no qual estão presentes as realidades e culturas diferentes, e também grande diversidade de fé religiosa.
Os discípulos de Cristo devem sentir o doce dever de apresentar o Evangelho na realidade social de todos os ambientes e todos os lugares. Onde as raízes cristãs estão desaparecendo, é necessário apresentar novamente, com convicção e força, a verdade do Evangelho de Jesus Cristo. Os nossos contemporâneos são particularmente sensíveis a alguns valores, como a solidariedade e a paz. O Evangelho sempre foi promotor destes valores, porque eles provêm do amor de Deus que nos doou em Cristo. Jesus Cristo despojou-se de si mesmo, e tornou-se um de nós na Encarnação, assumindo a nossa pobreza, para nos tornar partícipes de sua vida divina. É ele a nossa paz.
Diante dos desafios da situação atual, o Papa chama-nos a contribuir a criar cultura, a dar testemunho da justiça. A cultura manifesta-se no pensamento, nos costumes, na arte, na música, nas festas. Ela provém dos valores que caracterizam a verdadeira humanidade, que elevam o ser humano, tornando-o capaz de se doar.