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É uma grande alegria assistir à vitalidade das Igrejas jovens. Sua fecundidade enche-nos de esperança, sobretudo diante da carência de vocações das Igrejas de antiga tradição. A vocação universal de todo presbítero pertence à própria essência do sacerdócio. Como afirma o Decreto Presbyterorum Ordinis, “o dom espiritual que os presbíteros receberam na ordenação não os prepara para uma Missão limitada e restrita, mas sim para uma ampla e universal Missão de salvação, “até os últimos confins da terra” (At 1,8), já que todo ministério sacerdotal participa da mesma amplitude universal da Missão confiada por Cristo aos Apóstolos. Com efeito, o sacerdócio de Cristo, do qual os presbíteros são partícipes, dirige-se necessariamente a todos os povos e a todos os tempos, e não pode sofrer nenhum limite de raças, nação ou idade, como já estava prefigurado de modo arcano com Melquisedeque” (PO 10).
Em sua Mensagempara o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que se celebra em 13 de abril, 4° Domingo de Páscoa, o Santo Padre Bento XVI destacou: “A Igreja é missionária em seu conjunto e em todos os seus membros. Se, pelos sacramentos do Batismo e da Confirmação, todo cristão é chamado a testemunhar e anunciar o Evangelho, a dimensão missionária é especial e intimamente ligada à vocação sacerdotal.”
O coração do sacerdote deve ser um coração semelhante ao de Cristo, com um amor universal, que não conhece confins. Deve ser um amor que não se limita aos homens de uma nação ou raça, mas que sente dentro de si o afeto de Jesus por todo homem, por todo irmão.
A formação deve incluir uma disponibilidade e abertura a ser enviado às regiões do mundo nas quais é mais preciso. Estes hábitos não podem ser improvisados, devem ser cultivados, para que se crie nos candidatos ao sacerdócio a certeza de ser sacerdotes da Igreja universal. Em todos os ministros do Senhor “incumbe a solicitude de todas as Igrejas” (PO, 10).
O trabalho de formação é essencial. É preciso dedicar os melhores recursos humanos e os maiores esforços neste sentido, para dar à Igreja sacerdotes santos, com uma formação humana adequada, intelectual e pastoral; sacerdotes que compreenderam que a sua união vital com Cristo depende da “fecundidade de seu ministério”: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira” (Jo, 15,4). Bento XVI diz ainda na Mensagem: “Tornem-se uma só coisa com o Mestre, os discípulos não estão mais sós ao anunciar o Reino dos Céus, mas é o próprio Jesus a agir neles... Justamente por ser convidados pelo Senhor, os Doze assumem o nome de ‘Apóstolos’, destinados a percorrer os caminhos do mundo, anunciando o Evangelho como testemunhas da morte e da ressurreição de Cristo.”
Desde o início da Igreja, o fervor missionário dos Apóstolos possibilitou a sua extensão nos cinco continentes. O espírito de universalidade, que é o mandato do Senhor – “Ide em todo o mundo e pregai a Boa-Nova a todas as criaturas” (Mc 16, 15) – deve ser acolhido por todas as gerações, por todo batizado, e, especialmente, por todo sacerdote.
Visto o grande número de vocações com o qual Deus está abençoando as Igrejas jovens, rezemos para que os sacerdotes nascidos naquelas terras se sintam enviados pelo próprio Senhor a evangelizar o mundo inteiro. Rezemos para que “por meio de seus sacerdotes, Jesus torne-se presente entre os homens de hoje, até os cantos mais remotos da terra”; rezemos a fim de que, como nos inícios, “reunida ao redor da Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, a Comunidade eclesial aprenda d’Ela a implorar do Senhor o florescimento de novos apóstolos, que saibam viver em si a fé e o amor necessários para a Missão” (cf. Bento XVI, Mensagempara o 45° Dia Mundial de Oração pelas Vocações).
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