Experiência missionária na Guiné-Bissau

Experiência missionária na Guiné-Bissau

Pe. Antônio Niemiec, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária, está na Guiné-Bissau, na África Ocidental, e desde 6 de janeiro leciona para seminaristas de duas dioceses.

Por Pe. Antônio Niemiec *

Guiné-Bissau é um país localizado na África Ocidental e habitado por menos de dois milhões de pessoas. Conquistou sua independência há pouco tempo. A língua oficial é o português, mas a maioria da população fala crioulo e muitos dialetos tribais.

ni5Existem, no país, mais de 30 etnias, com suas culturas, tradições, crenças e línguas. Estima-se que 45% da população segue religiões tradicionais; 40% são muçulmanos e 15 % são cristãos (católicos e protestantes). Guiné-Bissau é considerado o quinto país mais pobre do mundo.

Existem duas dioceses: Bissau, criada em 1977, que teve como primeiro bispo o franciscano italiano, Dom Settimio Arturo Ferrazzetta (falecido 20 anos atrás) e a diocese de Bafatá, criada em 2001, tendo um bispo brasileiro, Dom Pedro Zilli, PIME. O primeiro bispo guineense, Dom José Câmnate na Bissign, foi ordenado em 2000 e hoje, além de ser o ordinário de Bissau, é também presidente da Conferência Episcopal Interterritorial (Senegal, Mauritânia, Cabo Verde e Guiné Bissau). Na Igreja da Guiné Bissau atuam cerca de 60 padres diocesanos e 60 religiosos, além de diversas Congregações femininas.

ni7Em 2001, foi inaugurado o Seminário Maior Interdiocesano onde estão os seminaristas das duas dioceses. No Seminário estudam, também, seminaristas religiosos e irmãs religiosas. O quadro numérico de alunos (diocesanos e religiosos/as), no ano letivo 2018/2019 se apresenta seguinte maneira: Propedêutico – 18; Filosofia – 14; Teologia – 24.

No dia 22 de março de 2006, foi firmado o “Projeto de Solidariedade entre as Igrejas do Brasil e da Guiné-Bissau”, que contempla o envio de professores brasileiros à Guiné para a formação de seminaristas de filosofia e teologia. Seu início efetivo aconteceu já em dezembro de 2004, com a presença do primeiro professor, Pe. Gervásio Queiroga. Até o presente momento, foram enviados 17 professores (três deles foram duas vezes), para os meses janeiro-fevereiro, para ajudar a Igreja da Guiné Bissau a formar seus agentes de pastoral.

ni2Além da formação acadêmica, no Seminário Maior, os professores assumem também diversos outros serviços, durante a estadia deles no país africano: celebrações no Seminário e nas paróquias, encontros e cursos de formação para leigos, retiros, etc., conforme as solicitações recebidas e sua disponibilidade.

Este ano, além das aulas ministradas e diversas outras atividades assumidas, tive alegria de apresentar, aos bispos da Guiné Bissau e à equipe responsável pelo Seminário, mais algumas propostas de cooperação missionária, fruto da articulação realizada, no Brasil, pela Comissão Missionária da CNBB. Novos projetos vão surgindo para ampliar a atuação da Igreja no pais, motivados pelas propostas, vindas do Brasil e dos diálogos realizados. Existem boas perspectivas da concretização de algumas dessas propostas. Há, também, outras solicitações apresentadas pelos bispos da Guiné.

* Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária

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