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Nossa história

A Obra da Infância Missionária foi fundada no dia 19 de maio de 1843, em Paris (França). Foi escolhido o nome de “Santa Infância” (hoje Infância e Adolescência Missionária), porque a característica da Obra seria justamente a infância dos países cristãos ajudando a infância dos países pobres de recursos humanos e pobres por não conhecer a pessoa de Jesus Cristo.

Forbin-Janson-perfilDom Carlos Forbin-Janson preocupava-se, desde muito tempo, da situação infeliz de milhares e milhares de crianças chinesas. Pensando nos sofrimentos dessas criaturas inocentes, tem a ideia de salvar-lhes a vida e encaminhá-las para a glória do céu.

A ideia da Santa Infância (hoje, Infância e Adolescência Missionária) amadureceu concretamente depois de uma entrevista com Paulina Jaricot, em 1842. Do intercâmbio de ideias, saiu uma luz: as crianças cristãs ajudariam as crianças não-cristãs, doando uma moeda por mês e rezando uma oração todos os dias. Esta solução do problema no qual ele pensava já fazia 30 anos brilhou de repente, como um relâmpago, na mente de Dom Carlos Forbin-Janson, durante as conversas com Paulina Jaricot. Ela quis ser uma das primeiras a se inscrever na Santa Infância. Era a primeira vez, sem dúvida, que, na História da Igreja, se confiava às crianças um papel missionário específico: salvar as crianças inocentes, para fazer delas pequenos apóstolos.

Embora a Obra tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo ela se orientou para o apostolado universal. Um plano ambicioso, este de pretender prestar todos os socorros materiais, morais, intelectuais e religiosos que requerem as crianças de qualquer lugar, cultura, raça e crenças.

Assim foram definidos seus objetivos pelo fundador:

➢ Salvar as crianças da morte e da miséria;

➢ Batizá-las e educá-las como cristãs;

➢ Prepará-las para serem apóstolas de outras crianças, orientando-as na vocação e profissão.

A obra da Infância e Adolescência missionária foi crescendo e se espalhando nos diversos países e na ocasião da celebração dos 160 anos da fundação da Obra o Papa João Paulo II, na Mensagem de 06 de janeiro de  2003, fornece uns critérios à luz dos quais a Infância Missionária deve se avaliar:

“Propõe às crianças de todas as dioceses do mundo um programa, que tem como fundamento a oração, o sacrifício e gestos de solidariedade concreta: assim elas podem tornar-se evangelizadoras dos seus irmãos; Queridas crianças missionárias, sei com que cuidado e generosidade procurais prosseguir este empenho apostólico. Esforçais-vos de tantas formas por partilhar o destino das crianças obrigadas a trabalhar antes do tempo e por socorrer a indigência das mais pobres; Sede solidárias com os anseios e os dramas das crianças envolvidas nas guerras dos adultos, sendo muitas vezes vítimas da violência bélica; Rezai todos os dias para que o dom da fé, que vós recebestes, seja transmitido a milhões de pequenos amigos vossos que ainda não conhecem Jesus”.

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Grupos

Os grupos da Infância Missionária são formados por 12 crianças, que, simbolicamente, lembram os Apóstolos, aos quais Jesus confiou a Missão de evangelizar até os confins do mundo (cf. Mt 28,16-20). São crianças e adolescentes até 14 anos de idade, que atuam como fermento missionário na escola, na família e na comunidade. Cada grupo escolhe uma criança ou adolescente como Coordenador, que anima os encontros e distribui as atividades, com a ajuda de um Assessor adulto. Os grupos devem inserir-se na pastoral de conjunto da paróquia e diocese, e cultivar uma comunicação constante com o pároco, com as coordenações missionárias e com os conselhos de pastoral.

Assessor

Na Infância Missionária, os protagonistas são as crianças e adolescentes. A coordenação dos grupos é por conta deles. O adulto que os auxilia é apenas um assessor que:

➢ Orienta e motiva as crianças e adolescentes, deixando que eles assumam suas responsabilidades e atuem com espontaneidade e liberdade;
➢ Fomenta o espírito missionário universal nos grupos, como formador criativo e perseverante;
➢ Programa a ação missionária, de forma continuada, no plano de evangelização da comunidade;
➢ É sinal de unidade e comunhão para os grupos, garantindo que o trabalho esteja integrado na pastoral de conjunto da comunidade local;
➢ Prepara com os coordenadores de grupo os encontros semanais e outras atividades.
➢ O assessor da Infância Missionária pode animar vários grupos, já que seu papel não lhe exige presença constante em cada um deles.

jornada_nacional_da_infancia_e_adolescencia_missionariaComo a IAM acontece:

A Infância e Adolescência Missionária (IAM) é um estilo de vida, um jeito especial de ser todos os dias da semana. Neste sentido, a reunião semanal é um momento especial destinado a “abastecer” a cabeça com novas ideias, e, o coração, com novos propósitos. Crianças, adolescentes e assessores(as) são missionários(as) o tempo todo e em todo lugar.

Para estar ajudando na formação dos missionários/as a IAM utiliza a metodologia chamada de 4 áreas integradas. Sendo que no primeiro momento, haverá um encontro na qual será escolhido o assunto – tema gerador a ser tratado nas próximas quatro etapas. Durante a semana seguinte, cada criança e adolescente compromete-se a juntar informações, recortes de jornais, fotografias, objetos, etc., sobre o tema que irá ser trabalhado.

➢ Tema Gerador: (Escolhido pelo grupo, através da sensibilidade e do interesse das crianças e adolescentes)

➢ Primeira Semana: Realidade Missionária

No encontro do grupo (previamente agendado para um dia da semana), os/as crianças e adolescentes partilham o que cada um(a) conseguiu realizar durante a semana. Juntos organizem em forma de painel ou num cartaz as informações e o material coletado, de modo a obter uma visão mais ampla da realidade. À luz desta, espontaneamente dirigir ao Pai preces, ligando-as com a realidade do locam onde cada uma das crianças e adolescentes vive. Ao final do encontro lembrar as duas tarefas a serem vividas durante a próxima semana:

Primeira tarefa: Tornar conhecido o resultado do seu trabalho apresentando-o: a suas famílias, na Igreja, na Escola, aos seus amigos e vizinhos de sua casa.

Segunda tarefa: Procurar na Bíblia textos que revelem o pensamento de Deus sobre a realidade vista no encontro anterior.

➢ Segunda Semana: Espiritualidade Missionária

Os/as crianças e adolescentes do grupo coloquem em comum o que pesquisaram na Bíblia e em outros textos, conhecendo assim o que Deus pensa sobre essa realidade. Ajudar os/as crianças e adolescentes da IAM a “sentir como Jesus sentia e via a realidade”. Esta é a espiritualidade missionária.

Provavelmente, o painel enriquecer-se-á de citações bíblicas, e, a vida cristã, estará mais de acordo com a vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que a Ele é agradável e perfeito.

Ao final do encontro lembrar as duas tarefas a serem vividas durante a próxima semana:

Primeira tarefa: testemunhar com a vida e com a Palavra, na família, com os amigos e na escola o que se aprendeu e se vivenciou no encontro da Espiritualidade Missionária.Segunda tarefa:

Decidir em grupo qual é o compromisso, ou ação a ser realizada durante a semana, para que a realidade em que se vive se torne cada vez mais semelhante ao Projeto de Deus.

➢ Terceira Semana: Compromisso Missionário

As propostas pensadas durante a semana pelos integrantes do grupo são colocadas em comum e discutidas. Será escolhida aquela que — dentro das possibilidades do grupo — alcançar mais de perto os(as) missionários(as).

Enriquecera a todos, acompanhar a vida dos missionários(as), lendo suas revistas, convidando os/as que passam pela própria região a visitar o grupo, mantendo correspondência com algum deles(as), etc.

Viver de forma bem significativa o momento da partilha do sacrifício material realizado por cada criança e adolescente.

Ao final do encontro lembrar as duas tarefas a serem vividas durante a próxima semana:

Primeira tarefa: Realizar o compromisso decidido no grupo.

Segunda tarefa: Cada membro do grupo pensa numa maneira para envolver outras pessoas na caminhada missionária.

➢ Quarta Semana: Vida de grupo

É um encontro festivo, aberto a todos, sobretudo a quem nunca é festejado, nunca é lembrado, nunca é chamado a participar.

São colocadas em comum as propostas pensadas durante a semana.

Concluir o encontro encaminhando três tarefas:

Primeira tarefa: Preparar e realizar a celebração combinada.

Segunda tarefa: Escolher o tema a ser trabalhado nas próximas Quatro Áreas Integradas.

Terceira tarefa: Juntar informações e subsídios para formar o quadro da realidade do novo tema a ser estudado, pensado, modificado e celebrado nas próximas quatro etapas.

 

Entre em contato

infancia@pom.org.br
(61) 3340.4494

 

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