COMISE do Sul 4 realiza missão junto aos povos indígenas

Alegria, acolhida e gratidão resume a 1ª Missão da Comissão Missionária dos Seminaristas do Regional Sul 4 (COMISE), que ocorreu entres os dias 17 a 21 de julho, na Diocese de Chapecó, com a presença de 35 seminaristas. Dom Odelir acompanhou os seminaristas nesta experiências de missão, aprendizado e partilha com os povos indígenas.

37351793_1866009166790539_7992399543276666880_nA sede de acolhida e encaminhamento para esta missão foi a Comunidade Santa Bárbara, na Região Pastoral Nordeste, da Paróquia Santo António de Chapecó (SC). O primeiro dia foi de estudo e aprofundamento da realidade indígena na diocese, com a presença do CIMI-Sul, membros da Pastoral Indigenista e lideranças das aldeias. As visitas foram realizadas na Terra Indígena Xapecó, em Ipuaçu (SC), no Toldo Chimbangue e na Terra Indígena Kondá, em Chapecó.

A experiência vivida nestes dias de missão fez crescer a comunhão, a unidade e a fraternidade entre os seminaristas do Regional Sul 4. Pode-se compreender que tudo o que foi vivenciado colaborou para levar ao anúncio genuíno de Jesus Cristo. Dom Odelir frisava a preocupação da Igreja com a formação da dimensão missionário na vida dos futuros padre, e que a Igreja é missionário ou não é a Igreja de Jesus. Com todo o testemunho de Dom Odelir, pode-se perceber no seu olhar, o cuidado, a atenção, a acolhida e alegria com o seu povo, a sua disposição em servir ao próximo.

37405643_1869615139763275_1795218754028699648_nO seminarista Luan Rosete de Oliveira, da diocese de Lages, destacou o que mais marcou em sua experiência missionário com os povos indígenas. “Primeiro, a alegria que estava envolvendo nosso grupo durante os dias de missões. Éramos, como diz o livro dos Atos dos Apóstolos, “um só coração e uma só alma” (At 4, 32). O modo como íamos e voltávamos das aldeias indígenas, as conversas, sorrisos e causos foram, talvez, o maior sinal de evangelização. Isto carregarei comigo para sempre. Em segundo lugar, a acolhida, tanto da família quanto dos padres Edivandro, Ilton, Vanderlei e de Dom Odelir, bispo de Chapecó. Nós todos nos sentimos em casa. Fomos cuidados como filhos muito amados da Igreja de Jesus. Nada nos faltou, a providência nos sustentou e a graça de Deus nos amparou. Por final, a sensação de evangelizar e ser evangelizado. Pe. Edivandro dizia na nossa formação pré-missão que “evangelizar não é tanto levar Deus, mas na troca de corações se percebe o Amor de Deus, que se derrama na humanidade”. Saí da missão evangelizado, por muitas coisas: pela alegria, pelos desafios do povo indígena, pelas rezas dos povos indígenas, pelas palavras simples, mas carregadas de sentido e pela vivência religiosa e espiritualidade profunda destes povos. Deus é bom. Nos acompanhou e nos quis em Chapecó nestes dias. Deus nos reuniu como irmãos, seminaristas, vocacionados, para evangelizar e sermos evangelizados. A todos, muito obrigado. Deus abençoe aos irmãos indígenas e a todos os que lutam para que haja “vida, e vida em abundância” (Jo 10, 10).”

Após os dias, pode-se compreender que a missão revigora a Igreja, renova a nossa vocação, pois dá novo entusiasmos motiva-nos o anuncio da Alegria do Evangelho. “Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário” Papa Francisco.

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Comentários

Uma resposta

  1. Foi massa. Experiência marcante de formação, convivência, partilha, oração e encontro com.o diferente. Valeu. Obrigado a todos e cada um, especialmente ao Pe. Edivandro e sua equipe da Região Nordeste com as famílias que acolheram os seminaristas em suas casas. A missão mexe com.os pés porque alguém aqueceu o coração… Dom Odelir

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