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PORTUGAL: SIMPÓSIO MISSIONÁRIO DEFINE LINHAS-GUIA PARA MISSÃO
Um Simpósio sobre a Missionação reuniu cerca de duzentos participantes em Lisboa (Portugal), nos dias 3 e 4 de junho, sob o tema Diálogo, Testemunho e Profecia. Para uma Missão “ad Gentes” no Terceiro Milênio. A sessão de abertura contou com a presença e as palavras de estímulo de D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa. Participaram ainda o Prof. Dr. Manuel Braga da Cruz, Reitor da Universidade Católica Portuguesa, o Dr. Peter Stilwell, Diretor da Faculdade de Teologia da mesma Universidade, e o Pe. Manuel Durães Barbosa, Secretário da Comissão Episcopal das Missões e Diretor Nacional das Obras Missionárias Pontifícias de Portugal. Do Brasil, participaram D. Franco Masserdotti, MCCJ, Bispo de Balsas, MA, que falou sobre A Vocação Missionária — tendo sido muito elogiado por todos —, e o Pe. Daniel Lagni, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias do Brasil. No fim dos trabalhos, os participantes elaboraram algumas linhas-guia para a Missão, e identificaram os principais desafios postos pela sociedade de hoje à Igreja portuguesa. Para que a Missão seja incisiva e séria, são necessárias algumas linhas de força: 1. A história é a agenda da Missão. É em diálogo com a história que a Igreja procura descobrir os caminhos da evangelização. Assim, cada época e cada situação histórica configuram o modelo de Missão que melhor corresponde aos apelos do seu tempo. 2. O tempo em que vivemos é caracterizado pela globalização e por um movimento migratório que provoca uma grande diversidade interativa de culturas, religiões e situações sociais. A Missão do nosso tempo terá de ter em conta esta pluralidade. 3. A polivalência do conceito de Missão é umas das causas do afrouxamento do compromisso missionário. Importa, portanto, esclarecer, precisar e clarificar o conceito específico de Missão “ad Gentes” no contexto mais alargado da evangelização e da nova evangelização. 4. A Bíblia revela que Deus escolhe através dos tempos enviados para anunciar o seu desígnio de salvação a favor de todos. Deus continua a chamar e a enviar hoje. «O missionário, com a força do Espírito de Cristo, aceita andar contra mão nesta sociedade do nosso tempo para semear vida e esperança. 5. A fonte trinitária da Missão interpela-nos a uma mística missionária consistente e testemunhante. O missionário é a primeira terra de Missão e só na fidelidade à sua intimidade com Deus é que pode ser o profeta que ajuda a descobrir os caminhos do Espírito no anúncio do Evangelho. 6. A teologia da Missão, depois do Vaticano II, tem dado particular relevo às raízes trinitárias e ao protagonismo da Igreja local na evangelização. 7. A missionação da China é um exemplo paradigmático da necessidade da Missão se integrar na realidade local e de dialogar com a cultura de acolhimento. 8. No novo contexto das migrações o diálogo inter-religioso é um espaço de Missão incontornável. Esse diálogo interpela a procurar os caminhos do Espírito e os valores das outras religiões. O Islamismo é um desafio particularmente atual. 9. A inculturação é um desafio para a evangelização, porque «a Igreja deve inserir-se em todos os agrupamentos humanos, impelida pelo mesmo movimento que levou o próprio Cristo na encarnação a sujeitar-se às condições sociais e culturais dos homens com quem conviveu». Apelos e desafios aos quais a Igreja em Portugal deve prestar atenção especial: Mais informações: www.opf.pt. Leia as palestras e a conclusão do simpósio:
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