| Aprofundando a Missão | ||
A Pontifícia União Missionária para a formação e cooperação missionária do clero e dos religiosos: Qual função é chamada a desempenhar?
1oduçã. Intro Inicio a minha fala com um questionamento, que é sério: "Será que as POM ainda têm razão de ser?" Não reduzem talvez a atividade missionária a modelos afinal superados? São, em última análise, obstáculos para uma autêntica obra de evangelização? Não deveria talvez também se transformar o próprio âmbito da cooperação missionária e colaboração com a obra missionária, com a Missão 'ad gentes', também nos nossos ambientes cristãos?" Falar da PUM, como das outras Obras, leva-nos necessariamente a redefinir o sentido, a legitimidade e as modalidades de evangelização, hoje. Um discurso que se limitasse só às POM desviaria do caminho. A PUM, como as outras obras, são necessariamente e diretamente ligadas à Missão "ad gentes", fora do próprio país, cultura e Igreja. Permitam-me fazer algumas observações, que partem de um mal-estar interior e existencial, dirigindo-me especialmente aos padres e aos encarregados diocesanos das POM. Não se trata, devo dizer, de julgamento acerca das intenções e da validade do que cada um de nós procura fazer pelo Reino de Deus, na pobreza dos nossos meios, mas na grandeza da graça de Deus. Dito isto, devemos assumir, com sinceridade, que o nosso trabalho de cooperação corre o risco de ser só um trabalho que realiza iniciativas, voltadas, é verdade, a dar espírito e formação missionária, mas que, em última análise, se reduz a recolher recursos financeiros para sustentar as Igrejas pobres de meios. E, deixem-me dizer, não são certamente algumas do Terceiro Mundo. Como se o progresso do Evangelho pudesse ser medido pela maior ou menor consistência da conta bancária. A ajuda aos pobres e aos países do Terceiro Mundo e a pobreza dos meios pedidos pelo Evangelho (passagem de Mateus sobre o envio dos discípulos) sempre foram um questionamento para o operário apostólico. "Com mais dinheiro, quanto bem poderemos fazer", diziam e dizem às vezes missionários e clero local das Igrejas. Por outro lado, porém, pela reflexão das Igrejas dos continentes faz-se sempre mais insistente o grito por uma Igreja inculturada, que não confie no poder humano, também o econômico, mas que se coloque humildemente a serviço da sociedade, armada só do poder da Palavra de Deus. Além disso, é forte a exigência das Igrejas de recente fundação de tornarem-se auto-suficientes em pessoal e meios, para viver e operar segundo as possibilidades do ambiente no qual estão presentes. Posso lhes dizer que diversos missionários se sentem realmente incomodados pelo fato de ter em mãos recursos econômicos, que proporcionalmente – dizem eles – dificultam autênticas relações com as pessoas. Por isto, alguns optaram por uma vida de pobreza radical, vivendo em barracos usando só o que o ambiente pode oferecer em termos de roupas, de alimentação, de tratamentos médicos e de meios. Há um retorno, se podemos dizer, em colocar em prática o discurso missionário de Jesus. Além disso, a metodologia da evangelização nas últimas décadas sofreu mudanças enormes. A Cooperação missionária, por conseqüência, deve adquirir formas que estejam em sintonia com a metodologia da evangelização contemporânea, mantendo inalterado o núcleo essencial do fato cristão, que é a salvação trazida por Cristo. Tudo isto requer intensa oração e profundo, contínuo aprofundamento da fé, conhecimento da história, ou seja, dos fatos da humanidade contemporânea, e uma ação apostólica que, nas palavras e atitudes, transmita a salvação de Cristo, a tal ponto que ela se torne a cultura da humanidade. Esta é a natureza dinâmica da evangelização que Paulo VI pôde descrever como realidade complexa, multiforme, rica, que não possui formas para sempre definidas. Isso, porque ela é dirigida à humanidade, em contínua transformação, sendo, portanto, suscetível de evolução e transformação contínua. Assim como todos os organismos missionários da Igreja. 2. A Pontifícia União Missionária Limito o tema à PUM. Ela, como sabemos, nasce de uma constatação-avaliação sobre a responsabilidade missionária da Igreja. Embora o caminho de cooperação missionária já tivesse dado grandes passos, no entanto, a difusão do Reino de Deus continuava na prática confiada aos poucos missionários(as) que participavam da Missão. A Missão "ad gentes", como dizemos hoje, não era ainda prioridade para toda a Igreja, embora os missionários e as Igrejas jovens fossem sustentadas pela caridade de toda a cristandade. Entretanto, as previsões feitas no início do século de uma humanidade toda cristã foram tristemente desmentidas. Antes, o que aconteceu foi o contrário, porque os povos não-cristãos cresceram numericamente. Era o caso de repensar a metodologia e a responsabilidade de evangelização. É o binômio de toda revolução na Igreja. O Bem-Aventurado Pe. Paulo Manna, missionário na então Birmânia e Superior-Geral do Pime, foi o grande profeta da Cooperação Missionária e o estrategista de visão ampla da atividade missionária do século 20. A sua intuição não era nova, retomava a voz profética de um século antes, a de Paulina Jaricot: "Todos os que crêem por todos os não-cristãos", "Toda a Igreja por todo o mundo". E tocava num ponto nevrálgico, no qual fervilhavam as idéias, relacionado aos pastores, padres, religiosos, bispos. Se a Igreja toda ainda não está inteiramente comprometida na atividade missionária, é porque os pastores ainda não foram conquistados para a grande causa das Missões. Não se trata de recolher outros fundos para objetivos específicos. Trata-se de conscientizar os pastores da necessidade de difundir o Reino de Deus na humanidade, de que "uma só coisa é necessária". Não é algo a mais, mas esta dimensão é parte integrante, inata, da ordem sagrada, aos responsáveis das comunidades. Só se eles forem formados e embebidos do espírito missionário poderão ser instrumento de transmissão deste mandado de Cristo, ao qual corresponde a gravíssima responsabilidade de realizá-lo por parte da Igreja. E, uma vez que as verdades mais óbvias dificilmente são praticadas, ele pensa em fundar uma associação que englobe padres e bispos, e depois religiosos(as), seminaristas que sejam como que o fermento desta paixão missionária, capazes de levedar a massa. São os primeiros passos e a motivação fundamental da então chamada União Missionária do Clero (UMC). Informação, formação, espiritualidade missionária, participação no trabalho de evangelização, como um grande exército que, na retaguarda, sustenta, dá força e participa do trabalho de quem se encontra nas fronteiras. Não há nada a ver com projetos particulares, com iniciativas de desenvolvimento, com atividades específicas: ela, para dizer em termos já antiquados, deveria ser a alma de todas as outras forças missionárias, porque a todas dá forma, e alma de toda atividade pastoral. É tarefa realmente difícil, possível só para quem tem paixão pelo Reino de Deus. E não parava só aqui a UMC. Ela tinha também o objetivo de suscitar vocações específicas para todas as Missões no exterior. Esta associação deveria ser de tal forma incisiva, de modo a levar o clero, e com ele toda a Igreja, a assumir a própria responsabilidade missionária, de tal modo que os Institutos exclusivamente missionários, com o tempo, deveriam, se necessário, desaparecer. Esta idéia vitoriosa fez que as Igrejas se munissem de organismos próprios para a formação e animação. A formação inicial e permanente dos presbíteros, a formação dos religiosos estão impregnadas da dimensão missionária. As dioceses, os religiosos, as religiosas assumiram responsabilidades diretas de evangelização. As próprias conferências episcopais colocaram a Missão "ad gentes" como prioridade de suas orientações e escolhas pastorais. Não entro nos aspectos teológicos e práticos da evangelização. Mas é-me suficiente só acenar à importância e dignidade que adquiriram as Igrejas locais, sujeitos plenamente responsáveis da Missão universal, e a justa e significativa atividade missionária como intercâmbio, comunhão, cooperação entre as Igrejas para o anúncio do Evangelho aos que não crêem e aos não-cristãos. Pode-se dizer, portanto, que a PUM, que era a base firme para permear da dimensão missionária a pastoral e as comunidades, não tenha mais razão de ser? E o mesmo se deve dizer das Pontifícias Obras, bem como dos Institutos exclusivamente missionários? Não são idéias estranhas, porque foram apoiadas por não poucos missiólogos, pastoralistas e encarregados dos Centros Missionários Diocesanos. 3. O que dizem estas dificuldades? Como primeira coisa, pedem que reconsideremos, à luz das transformações dos modelos eclesiais e das atividades de evangelização, que tipo de validade e que novas funções e sensibilidades devem assumir em geral as Pontifícias Obras Missionárias, e particularmente a União Missionária. Não se pode continuar a pensar e agir como se nada tivesse acontecido nesses últimos anos. Nem se pode apelar para a tradição, que é coisa de sério, e não pode ser invocada para dar continuidade ao "status quo" de certos organismos, que não são regra de fé. A Igreja caminha ao longo do tempo e insere-se no atormentado dinamismo da história, no qual deve adaptar suas instituições. Programas de formação permanente estão em atuação em todas as dioceses para padres, religiosos, religiosas; existe a conscientização e assumem-se compromissos missionários. Há ainda a necessidade de outros organismos para realizar a missionariedade do Povo de Deus, das nossas comunidades paroquiais e diocesanas? 3.1 É verdade que a Igreja é toda missionária, como é toda litúrgica e ministerial. Estas são dimensões inatas dela. Porém é necessário que surjam ministérios, organismos específicos que as façam presentes à consciência dos membros do Povo de Deus, indiquem e de fato ajam em conseqüência. Ninguém estranha o do fato de, quando se trata de pastoral, haver comissões e associações para a liturgia, justiça e paz, arte sacra, assuntos econômicos, e assim por diante... Nem ninguém estranha a existência de organismos centrais e nacionais que oferecem regras e orientações para os diversos setores da vida da Igreja. Se não fosse assim, a Igreja ficaria um corpo disforme, sem diferenciações e sem possibilidades de definir objetivos precisos da sua Missão. Isto vale também para a atividade missionária, que é uma dimensão tão essencial, que nenhuma Igreja pode existir sem ela. Mas isto não exclui o fato de que haja pessoas ou organismos que, de modo preciso, sistemático e contínuo a realizem. São justificáveis, portanto, os institutos missionários, as POM e todas as outras forças eclesiais que o Espírito suscitou e suscita na Igreja. A idéia de que as POM e os outros organismos missionários tenham já cumprido o seu papel pelo fato de que toda a Igreja é missionária é pelo menos um slogan sem conteúdo e profundidade, é somente uma declaração de princípio, à qual não corresponde uma prática. 3.2. É verdade que é na Igreja local que se realiza a dimensão missionária, porque ela é diretamente e imediatamente responsável pela evangelização. Mas qual Igreja local: a que é chamada impropriamente de nacional, a diocesana, a paroquial, ou os movimentos eclesiais? A Igreja universal subsiste no concreto das Igrejas particulares, que em comunhão entre si, são a Igreja universal, sob a guia do fundamento da unidade visível, que é o Papa, que preside a universalidade do Povo de Deus na caridade. 4. Função da PUM hoje Temos de reconsiderar e assim especificar a função da PUM no contexto eclesial hoje. O movimento missionário é o mais dinâmico e ativo e de vanguarda da Igreja, em condições de produzir renovação na cristandade. No entanto é insistente a queixa com relação aos seminaristas, que, uma vez ordenados padres, acomodam-se em uma pastoral do que existe, esquecendo-se de ser evangelizadores; com relação aos diversos Diretores dos Centros Missionários Diocesanos, tais de nome, mas não de fato, e que se limitam a ser centro de distribuição dos subsídios produzidos pelo Centro Nacional; com relação aos párocos, que, sobrecarregados pelas solicitações insistentes dos paroquianos, não têm tempo e espaço na sua programação para animação, formação e cooperação missionária. Sei que não poucas vezes estas críticas não têm fundamento. Mas passo a vocês o que eu pude ouvir nesses anos. E perguntamos: tudo isto não se deve ao fato de que a cooperação missionária se limite ainda a iniciativas tradicionais (Dia Mundial das Missões, Dia da Infância Missionária, Adoção de Seminaristas, Coleta de fundos para projetos particulares), sem dar forma a toda a atividade pastoral, diluindo a própria Missão em algumas atividades? É neste ponto que se insere a validade e a função da Pontifícia União Missionária, que tem como objetivo a delicada tarefa da animação e formação missionária do clero e dos religiosos. Não aceito a desculpa ou o fato de que é difícil animar e formar o clero. Seria na contexto atual uma situação de impasse e uma crise inaceitáveis, com graves conseqüências, pelo simples fato de que eles são modelos, pastores e num certo sentido símbolo da vida e da caridade de Cristo. E digo claramente que, se o clero e os religiosos se omitirem na abertura a esta nova consciência acerca da prioridade da Missão moderna, a assunção da Missão por parte dos leigos permanecerá um princípio, não uma prática. Temos, então, o dever de redefinir o seu ser missionários diante dos vastos âmbitos da Missão do nosso tempo e das mudanças dos modelos eclesiológicos, dentro dos quais se insere a função da União Missionária. Permito-me a definição de alguns pontos firmes, aceitos por todos:
A PUM não é uma pia associação que garante pequenos privilégios e a observância de alguns pios deveres. Deveria ser o instrumento para elevar o nível de consciência crítica do ser e da atividade da Igreja, o organismo que, juntamente com outros afins, dê estímulos e conteúdos aos âmbitos da Missão universal da Igreja e dê vitalidade e conteúdos à própria atividade missionária. Não por acaso ela foi entendida como a alma das Pontifícias Obras Missionárias. O que podemos dizer? Se ela não funcionar e não recuperar o seu papel, as Pontifícias Obras e a própria atividade missionária, às vezes frenética, das paróquias e dioceses terá alma? Ou será uma mera atividade? 5. Situação atual da PUM A PUM está presente em quase todas as Igrejas, mas não se distingue por uma real identidade e como associação. A associação é aberta aos: – seminaristas (Grupo de animação missionária nos Seminários); – aos Bispos, aos sacerdotes e aos diáconos; – aos religiosos e às religiosas. O associado assume atualmente os seguintes compromissos: – oração diária pela Missão universal da Igreja; – partilha das alegrias e sofrimentos com as Igrejas de Missão e os missionários na sua atuação de anúncio do Evangelho; – envio de intenções de Santas Missas como ajuda aos sacerdotes das dioceses de Missão; – envio de uma contribuição de solidariedade para os sacerdotes pobres das Igrejas de Missão. As atividades possíveis: – Congresso Missionário Nacional anual para os seminaristas; – animação missionária nos Seminários por meio da equipe dos animadores (membros dos diversos Institutos Missionários); – Congresso Missionário Nacional para as consagradas; – Dia do Sacerdote: São Francisco Xavier; – Dia Missionário das Consagradas: Santa Teresinha do Menino Jesus; – Dia Mundial do Sofrimento e Adoção de Missionários(as); – retiros e exercícios espirituais para o Clero, Seminaristas, Religiosas; – encontros diocesanos – viagens de experiências missionárias para seminaristas, diretores de Comissões Missionárias Diocesanas, padres. Subsídios: – a revista missionária da PUM Omnis Terra; – cursos de Missiologia publicados pela PUM; – encarte da PUM em uma revista missionária nacional, de cunho formativo e teológico sobre a Missão; – subsídios para o Dia Mundial do Sofrimento e para os Dias missionários dos sacerdotes e das religiosas. 6. Perspectivas A PUM é um organismo nas mãos da Igreja particular, e, portanto, deve enraizar-se no território. Então a questão é que é preciso instituir e tornar responsáveis os diretores que estão no território e os delegados diocesanos e regionais. Sei que é tarefa difícil. É fácil promover uma campanha para coleta de fundos; difícil é agregar para uma ação formadora e evangelizadora. Mas este é o desafio que hoje toda a Igreja deve enfrentar. Isto requer paciência, bastante tempo e ação sistemática. Mas não é suficiente, é preciso, como já se disse, um salto de qualidade, quase uma nova fundação, também levando em conta que ela, como as outras obras pontifícias, estão também visivelmente sob a direta responsabilidade dos bispos, com a Fundação "Missio". A questão missionária é de toda a Igreja, mas em muitas Igrejas os bispos criaram um organismo local encarregado pela sua realização. A PUM deve ser hoje instrumento de transmissão da espiritualidade, dos motivos originários que impelem as comunidades à Missão, oferecendo itinerários formativos com os relativos instrumentos. É chamada a realizar aquele salto de qualidade na formação. Em todo caso, houve quase uma evolução na responsabilidade missionária das Igrejas particulares: elas não podem limitar-se a animar e formar missionariamente, mas elas próprias são chamadas a envolver-se diretamente no trabalho de evangelização. Esta é uma revolução, que nos força a rever conteúdos, métodos e iniciativas, e a fazer um discurso mais fortemente eclesial de comunhão. A PUM deve se inserir nestas novas visões. O objetivo de agregar padres quase como um exército das retaguardas, que dê sustentação ao trabalho dos missionários e das Igrejas locais pobres de meios e pessoal, é limitador e talvez não responda mais à sensibilidade e às exigências de hoje. Deve, isso sim, fazer dos padres, religiosos, religiosas, seminaristas, missionários no sentido mais autêntico e profundo do termo, instilando a paixão efetiva e não acadêmica e literária pelo Reino de Deus e pela humanidade. Deve, em sintonia com as outras forças eclesiais, assumir para si esta tarefa de renovação. Por isto precisa de um grupo, que seja uma base firme que faça reviver o entusiasmo dos primeiros tempos do cristianismo. É necessário, de acordo com o que se disse, dar forma a uma nova identidade, embora este seja um tempo que defino como das identidades perdidas. Este é um trabalho que devemos fazer juntos, considerando que não se pede para reajustar toda a teologia e a complexa realidade da Missão, mas de identificar poucas e simples realidades fundamentais que imediatamente caracterizem a associação. Alguns elementos 1. A PUM é a associação de bispos, padres, diáconos, religiosos(as) e de seminaristas. Ela, ciente da necessidade e urgência da Missão "ad gentes", confiada a toda a Igreja, tem o propósito de animar, formar os pastores e os religiosos(as), a fim de que possam: 2. fazer viver e realizar a solicitude da Igreja local por todas as Igrejas, sobretudo, as mais pobres. Para tanto, 3. são chamados a viver e realizar a sua inata vocação missionária 4. ser animadores e formadores missionários das suas comunidades cristãs, chamadas a assumir a responsabilidade da evangelização no território, e preocupar-se pela evangelização nos países de Missão; 5. comprometer-se, à medida do possível e segundo as funções de cada um, junto com outros organismos eclesiais, especialmente com o Centro Missionário Diocesano, na renovação pastoral, a fim de que adquira estilo missionário; 6. promover as vocações missionárias "ad gentes"; 7. apoiar com a oração e com a vida de doação ao Senhor as Igrejas e os missionários que evangelizam nas fronteiras da humanidade. A identidade de um grupo advém também do vínculo de pertença. Uma pequena cota de associação, para além do valor econômico, torna-se símbolo da vontade de colocar-se com um grupo específico a serviço da Missão "ad gentes". Para que a PUM se enraíze no território, precisa de delegados locais. Em certos casos, o Diretor do Centro Missionário Diocesano não tem tempo de cuidar deste setor tão delicado. Seria o caso de nomear alguém do clero ou dentre os religiosos como encarregado. Iniciativas – Dedicar um dia de retiro do clero dentre os já programados pela diocese para a formação missionária. Assim também para as religiosas. – Um encontro regional anual dos inscritos ou simpatizantes da PUM. – Um congresso anual para o clero e religiosos, com se faz para os religiosos e seminaristas. – Inscrição na PUM por parte das dioceses para os padres recém-ordenados. – Convidar a comunidade cristã a mandar ofertas para a cota de associação das ordens contemplativas ou a missionários que solicitem. – Um encontro nacional bienal a ser programado pelos associados. Creio que hoje a Pontifícia União Missionária tenha o seu papel a desenvolver de modo mais incisivo e necessário que quando foi fundada. Diante dos inúmeros desafios que o mundo coloca ao Evangelho, espera-se dos que querem anunciar Cristo e de toda a Igreja novo ímpeto de santidade, sólida estrutura apostólica, capacidade de doação, até dar a própria vida pelo Senhor, a serviço dos irmãos e irmãs da humanidade |
||