À espera do papa, cardeal Bo pede o fim do ódio em Mianmar

Faltando poucos dias para a visita do papa Francisco a Mianmar, o arcebispo de Yangun, cardeal Charles Bo, divulgou um comunicado para condenar os discursos que incitam ao ódio e manifestar o seu apoio às iniciativas do governo de Aung San Suu Kyi.

“Nós, como nação, devemos dirigir a nossa atenção a alguns grandes desafios que nos dizem respeito”, escreve o Cardeal, citando: a pobreza da maioria dos cidadãos de Mianmar, o sofrimento de milhões de jovens explorados Myanmar-mapapelos países vizinhos como escravos modernos em trabalhos perigosos, os conflitos que ainda persistem em algumas regiões e a ameaça das drogas nas fronteiras.

“Não podemos nos distrair com as dificuldades e os problemas crônicos desta nação há muito tempo sofredora”, afirma ainda o Arcebispo de Yangun, que dirige um apelo aos empresários, acadêmicos e políticos para que deixem de lado o ódio, pois representa “uma falência ao reconhecer as pessoas como seres humanos”.

“Como seres humanos, compartilhamos um destino comum. As nossas lágrimas são as mesmas, o nosso sangue é o mesmo. Todos nós devemos evitar todos os discursos de ódio” que “envenenam as mentes e ajudam os mercantes de morte”, declara o anfitrião do Papa.

Francisco será o primeiro Pontífice a visitar o Mianmar, país que recentemente iniciou um percurso democrático. A viagem está marcada de 26 a 1º de dezembro, com uma etapa na vizinha Bangladesh.

Fonte: Rádio Vaticano

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