9º Formise Nacional: a dimensão Comunitária na formação presbiteral

9º Formise Nacional: a dimensão Comunitária na  formação presbiteral

Deus não nos chama para sermos “anjos”, mas homens, dispostos a ir a todos os lugares e a todas as realidades, para dar esperança, para aliviar dores e indicar caminhos.

“A experiência da comunidade na formação e na vida do presbítero” foi tema de estudo nesta quarta-feira, 19 de julho, durante o 9º Encontro de Formação Missionária para Seminaristas (Formise) Nacional. O tema foi abordado pelo padre Nivaldo dos Santos Ferreira, reitor do seminário arquidiocesano de Belo Horizonte (MG) e presidente da Organização dos Seminários e Institutos no Brasil (Osib). O 9º Formise Nacional reúne ao longo desta semana, dias 16 a 21 de julho, na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília (DF), 60 seminaristas de todos os regionais da CNBB. Publicamos, a seguir, a síntese fruto do estudo apresentado pelo assessor e do trabalho em grupo.

Grupo 9

Jesus chamou seus apóstolos, acima de tudo, para que ficassem com Ele em missão (Mc 3,14). O sentido da vida e da missão do presbítero é determinado pela qualidade e profundidade da sua experiência de comunhão (PDV, 60; DAp, 278; Doc. 93, 266).

É preciso buscar equilibrar, ao mesmo tempo, entre as quatro dimensões que compõe o itinerário formativo (humana, espiritual, intelectual e pastoral) e relacioná-las entre si. Deus não nos chama para sermos “anjos”, mas homens, dispostos a ir a todos os lugares e a todas as realidades, para dar esperança, para aliviar dores e indicar caminhos.

Durante as etapas da caminhada vocacional, o processo formativo precisa ajudar o seminarista a desenvolver as quatro características básicas para uma formação integral: capacidade de afirmar a sua própria identidade e individualidade; capacidade de tomar iniciativa; capacidade de ser criativo; capacidade de amar o próximo.

IMG_7655O processo de formação dos vocacionados ao presbiterado, desde sua origem, tem um caráter eminentemente comunitário. A vida comunitária pode se tornar um desafio maior do que pegar as malas e ir para a missão. Se não vemos as situações pelas quais passam as pessoas com quem convivemos no seminário, dificilmente conseguiremos fazer isto com as pessoas que encontrarmos na missão.

O seminário é fundamental para sermos padres, porque é o espaço que nos insere na vida comunitária dos discípulos do Senhor. Ademais, tantas outras pessoas auxiliam no processo formativo oferecendo seus testemunhos de fé, exemplos de vida marcantes, dando assistência financeira e material, demonstrando um forte zelo religioso e cuidado fraterno.

Para que venha a se tornar um presbítero missionário, o seminarista deve ser capaz de realizar o dom de si por amor à Igreja; ser disposto ao serviço do Evangelho vivendo o celibato pelo Reino de Deus; e pronto à caridade pastoral por cada um de seus irmãos em Cristo (cf. RFIS, 39).

O presbítero deve ser um facilitador para que as pessoas sejam protagonistas, por isso o formador deve incentivar o protagonismo do seminarista. Para que haja maior comunhão entre os presbíteros, é preciso o fortalecimento da pastoral presbiteral, incluindo os seminaristas na dinâmica do presbitério.

Que o Senhor nos ajude a fugir do aburguesamento, do comodismo, das extravagâncias, do individualismo, dos projetos paralelos e nos dê a graça de cultivar em nós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus, que fez de sua vida dom para a humanidade.

(Síntese elaborada pelos seminaristas Lucas André Stein, Fabiano Francisco da Silva e Ricardo Witt).

Leia também: A missão na vida do presbítero

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Confira aqui álbum de fotos do 9º Formise Nacional

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